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Economia

17/03/2017

Varejo de materiais prevê melhora na receita

Gabriela Pedroso
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O varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) está confiante em uma elevação dos ganhos no primeiro semestre de 2017. Pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostra que 86,3% dos empresários locais acreditam em melhora ou manutenção do faturamento nos seis primeiros meses do ano. O número é superior ao apurado no levantamento anterior, quando 66,7% indicavam otimismo.

A principal razão para a evolução das expectativas dos lojistas tem relação com os seguidos cortes promovidos recentemente pelo Banco Central na taxa básica de juros (Selic), que passou de 14,25% a 12,25% ao ano. Com isso, conforme pondera o economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, os empresários apostam na melhoria das condições de crédito, o que favorecerá as vendas.

“Esse sentimento está ancorado na melhoria das condições financeiras que ocorreu nessa passagem de ano. Já temos inflação em desaceleração, temos queda na taxa de juros Selic e nas de mercado. Então a expectativa para os seis meses é de que as condições de crédito vão se tornar mais favoráveis em relação aos semestres anteriores”, afirma Almeida.

A injeção de recursos na economia proporcionada pelo pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de contas inativas, segundo o economista, é outro fator que aumenta o otimismo entre os lojistas pelo incremento do consumo de materiais de construção. A projeção de 93,5% dos empresários é de que haja uma melhora ou manutenção da saúde financeira na primeira metade do ano.

Ao todo, 53,6% dos entrevistados informaram que farão liquidações e promoções para incentivar as compras. Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco), Júlio Gomes Ferreira destaca que essas são algumas das melhores formas de se fomentar o consumo em épocas de crise.

“O estímulo você cria quando disponibiliza facilitadores de negócio como promoções, alongamento de prazos, outros caminhos de financiamento. São as ferramentas que temos para manter o mercado funcionando. É trabalhar junto ao fornecedor para melhorar preços e condições de compras para reverberar na venda, porque por mais que tenhamos uma crise, a economia não para em sua plenitude”, explica.

Apesar do otimismo, os resultados do segmento deixaram a desejar no segundo semestre de 2016. De acordo com a pesquisa, feita em parceria com a Sindimaco, de julho a dezembro o faturamento caiu para 53,4% dos lojistas, na comparação com o primeiro semestre do ano passado. No confronto com igual período de 2015, o mau desempenho afetou 75% dos varejistas da construção. Nesse último caso, a retração média observada nos ganhos foi de 32%.

Para 49,7% dos entrevistados, a situação financeira piorou de julho a dezembro. Mesmo alto, o percentual foi inferior ao verificado no segundo semestre de 2015, quando 68,8% dos lojistas relataram deterioração do cenário. Ao todo, 47,1% mantiveram os investimentos na segunda metade de 2016 frente ao primeiro semestre, mesmo com o aumento do preço dos fornecedores ocorrido para 62,3% dos empresários. A taxa de inadimplência dos consumidores se manteve para a maioria dos lojistas.

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