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Negócios

15/03/2017

Venda de consórcio de imóveis cresce

No 2º semestre de 2016, houve um aumento de 13,5% sobre o 1º semestre, somando 119,7 mil adesões
Mírian Pinheiro
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Somente em Belo Horizonte, mais que dobrou a venda de consórcio de imóveis, com aumento de 188% em janeiro de 2017 na comparação com igual mês de 2016/Divulgação
Cerca de 70 mil pessoas foram contempladas e tiveram a oportunidade de adquirir imóveis no Brasil por meio de consórcio em 2016. No segundo semestre do ano passado, houve um aumento de 13,5% nas adesões de consórcios de imóveis, com um total de 119,7 mil adesões, em comparação às 105,5 mil novas cotas registradas no primeiro semestre daquele ano. Em 2016, foram vendidas 225,2 mil novas cotas de consórcio de imóveis, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Em Belo Horizonte, mercado de atuação do Consórcio União, empresa associada à BR Consórcios, mais que dobrou a venda de consórcio de imóveis, com aumento de 188% em janeiro de 2017 na comparação com janeiro de 2016. “No geral, tivemos um crescimento de 115% no volume de créditos vendidos no mesmo período”, informa o diretor do Consórcio União, Rodolfo Montosa.

Ele relaciona o aumento ao fato de o consórcio ser mais acessível ao bolso do brasileiro, principalmente em épocas de dificuldade econômica e juros altos. “O consumidor paga mensalmente apenas uma taxa de administração com correção anual por meio do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)”, observa.

Outra possibilidade, ele diz, é o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para dar lance ou aumentar o valor do crédito no caso de consórcio de imóveis. “Caso seja contemplado, o consorciado pode usar a carta de crédito para adquirir um imóvel novo ou usado, terrenos e até realizar reformas em qualquer lugar do território nacional”, explica Montosa.

O Consórcio Saga, empresa associada à BR Consórcios, também registrou aumento nas vendas de consórcios de imóveis em 78%, em janeiro de 2017 na comparação com o mesmo período de 2016, em Uberlândia (Triângulo Mineiro). Segundo o diretor Mario Roquette, o Consórcio Saga teve um crescimento geral de 11% no volume de créditos vendidos.

Novas regras - Para o presidente-executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, os saques das contas inativas do FGTS podem mesmo significar o incremento das adesões. “No caso daqueles que ainda não participam do sistema de consórcios e desejam adquirir bem ou contratar serviço, a importância recebida poderá ser o início de uma nova forma de gerir as finanças pessoais, pensando nos próximos anos. Ao substituir o imediatismo do consumo e a compra por impulso pelo planejamento financeiro, o consumidor poderá arcar com parcelas que cabem em seu orçamento mensal e, assim, concretizar as metas desejadas”, aconselha Rossi.

Nesse caso, é bom ficar atento às recentes resoluções do Conselho Curador do FGTS e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que alteraram as regras para o uso, pelo trabalhador/consorciado, do saldo da conta vinculada do FGTS em moradia própria. Para a aquisição de imóvel residencial novo, o valor de avaliação poderá ser de até R$ 1,5 milhão e será aplicado para contratos de financiamento realizados entre 20 de fevereiro de 2017 e 31 de dezembro de 2017. No caso do consórcio, vale a data de compra do imóvel, independentemente do Estado da Federação.

Já para a compra de imóvel residencial usado, permanecem os limites de avaliação anteriormente estabelecidos fixados em R$ 950 mil para os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal e R$ 800 mil para os demais estados.
No ano passado, foram contabilizados R$ 118,8 milhões utilizados no consórcio de imóveis. O uso parcial ou total dos saldos das contas do FGTS foi feito por 3.148 trabalhadores-participantes de consórcios. Em 2016, foram contabilizados quase R$ 120 milhões utilizados no consórcio de imóveis.



Potenciais compradores - De acordo com a Abac, o destaque do consórcio de imóveis em 2016 foi a procura por cotas com tíquete médio mais alto que o de 2015. O aumento de 6,3% registrado em dezembro passado sobre o mesmo mês em 2015 apontou interesse na aquisição de imóveis de maior valor, apesar do momento recessivo. Na variação dos valores dos tíquetes médios mensais durante 2016, houve crescimento de 5%. Os valores mais altos foram mais procurados no último quadrimestre.

Segundo informações da Abac, Minas Gerais tinha 15,9% das contemplações em consórcios em 2015. Já em 2016, esse percentual saltou para 27,7%. Na região Sudeste, a situação era de 15,3% (2015) e passou para 27%,4% em 2016. As médias nacionais nesses períodos eram de 16% (2015) e 27,2% (2016).

Fôlego - No Consórcio União, o tíquete médio por cota vendida no Estado de Minas Gerais é de R$ 30 mil para o produto automóveis e de R$ 200 mil para o produto imóveis. De uma maneira geral, o valor médio do consórcio de imóveis no mercado é de R$ 150 mil. O consórcio, que tem atuação em todo território nacional, já considera o ano de 2017 muito positivo. Em janeiro de 2017, a empresa registrou aumento de 28% nas vendas gerais de consórcios na comparação com o mesmo período de 2016. O segmento de automóveis cresceu 37% em relação a janeiro de 2016 e o consórcio de imóveis com 28% no mesmo período.

“Até o final de 2017, o Consórcio União prevê um aumento nas vendas de 20,3%, uma vez que está ampliando a sua capilaridade”, destaca Montosa. A administradora, fundada em 1977, tem sua sede comercial em Londrina (PR) e está presente em todo o  Brasil. Em 40 anos de atividade, já entregou mais de 100 mil bens. Junto com a BR Consórcios, criada em 2011, para reunir diversas administradoras dentro de uma mesma plataforma, possui uma carteira de 70 mil clientes ativos.

De ruim para bom - Uma trajetória diversa dos consumidores quanto às adesões foi percebida o ano passado - marcado por retrações em diversas atividades econômicas. No segundo semestre, foram comercializadas 1,27 milhão de novas cotas, 24,5% mais do que nos seis primeiros meses, que somaram 1,02 milhão.

Com o acumulado das vendas no ano ficando 5% inferior ao de 2015, com queda de 2,40 milhões para 2,28 milhões, o Sistema praticamente manteve o número de consorciados ativos. Ao registrar 2,7% de retração, o total, que estava há um ano em 7,17 milhões, chegou aos 6,98 milhões em dezembro último.

As contemplações dos 12 meses de 2016 atingiram 1,28 milhão e foram 9,2% menores que a somatória do mesmo período de 2015 (1,41 milhão). O total de negócios no segmento anotou R$ 83,87 bilhões em créditos comercializados de janeiro a dezembro do ano passado, 6,4% menor que os R$ 89,61 bilhões de 2015. Também nos créditos concedidos, houve queda de 3,7%, reduzindo-se de R$ 40,94 bilhões (jan-dez/2015) para R$ 39,42 bilhões (jan-dez/2016).

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