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Economia

25/08/2007

Vendas de carros têm aumento de 4%

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Fenabrave prevê expansão de 12% no fechamento do mês em relação a julho.

As revendas de automóveis estão passando por um processo de concentração Curitiba - As vendas de carros mantiveram o forte ritmo de crescimento em agosto, segundo divulgou ontem a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na primeira quinzena deste mês, foram emplacados 99.857 carros (entre automóveis e comerciais leves), alta de 3,8% na comparação com o mesmo período de julho e de 29,2% ante mesmo período de 2006.

A previsão da entidade é que, no fechamento do mês, o crescimento em relação a julho seja de 12%. "A crise nos mercados financeiros não interferiu no desempenho do setor", afirmou o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, durante divulgação dos dados no 17º Congresso Fenabrave. "Julho foi um mês excepcional, e mesmo assim houve alta em agosto", observou.

O crescimento das vendas dos chamados comerciais leves (basicamente picapes) foi de 9,17% na primeira quinzena em relação a julho, muito maior do que o de automóveis, de 2,89% na mesma comparação. "Hoje falta carro de R$ 60 mil nas concessionárias", afirmou o presidente da Fenabrave, para exemplificar a demanda atual.

Ele disse que neste segundo semestre pode ocorrer um "ajuste", ou seja, a taxa de crescimento de vendas na comparação com o ano passado pode desacelerar para entre 18% e 19%. "Mas vamos esperar para saber com mais certeza o que acontecerá no resto do ano", ponderou.

Frotistas - De acordo com o divulgado pela entidade, as vendas de carros para empresas representaram 50,3% do total nos primeiros 15 dias deste mês, ou seja, menos da metade foi para consumidores pessoas físicas. A Fenabrave vem criticando as vendas das montadoras para os grandes frotistas, já que os descontos, segundo a entidade, são de 30% nesses casos, um patamar distante do obtido pelas concessionárias.

A federação acusa a indústria de fazer o consumidor pessoa física subsidiar, de certa forma, os grandes descontos obtidos por pessoas jurídicas (já que ‘sobrariam" menos recursos para descontos para o consumidor).

Concentração - Se até 2002 a maior parte dos revendedores de veículos operava no vermelho, o recente boom de vendas de carros no Brasil afetou o negócio de duas formas: hoje, a margem de lucro líquida de impostos das concessionárias varia de 1,8% a 3%, segundo a Fenabrave, e o processo de concentração de lojas nas mãos de menos donos se intensificou.

Segundo Reze, comprar outra loja é uma forma de aumentar a escala de vendas e enxugar custos administrativos. "Esse movimento está mais forte agora porque há mais garantia de que se está fazendo um bom negócio, devido ao momento positivo para o mercado", analisou.

Os números mostram como o negócio de vendas de carros está bem no Brasil: no acumulado do ano, até julho, a alta nos emplacamentos chega a mais de 26% na comparação com 2006.

Uma conseqüência, afirmou, é o crescimento de contratações, que de acordo com o executivo foi de 10% nos últimos quatro anos _hoje, de acordo com a Fenabrave, as concessionárias geram 250 mil empregos diretos no país.

A margem de 1,8% a 3% alcançada pelas concessionárias no momento não é um percentual considerado ideal pelas revendas, que reconhecem, entretanto, que o cenário está mais favorável. (FP)


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