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Economia

13/07/2018

Vendas no País avançaram 2,7% na comparação interanual

Reuters
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Rio de Janeiro e São Paulo - As vendas no varejo brasileiro recuaram menos do que o esperado em maio, mas marcaram a primeira contração no ano e o resultado mais fraco para o mês em dois anos, por conta dos reflexos da greve dos caminhoneiros, abalando ainda mais a atividade econômica.

Em maio, as vendas no varejo caíram 0,6% na comparação com mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado mais fraco desde a queda de 0,8 % em 2016.

Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas avançaram 2,7 %, ante projeção de alta de 2,15 %.

Em maio, seis das oito atividades pesquisadas apresentaram perdas nas vendas, lideradas por Combustíveis e lubrificantes (-6,1%) e Livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%).
A única atividade que cresceu foi a de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6 %), enquanto em Outros artigos de uso pessoal e doméstico as vendas ficaram estáveis.

De acordo com a gerente da pesquisa no IBGE, Isabella Nunes, embora a greve de caminhoneiros no final de maio tenha provocado desabastecimento de alimentos no País, isso ficou restrito aos produtos hortifrutigranjeiros, e por isso as vendas em supermercados ainda conseguiram avançar no mês,“O setor de hipermercados e mercados se mostrou no período da greve bem abastecido e teve perda com perecíveis. Os demais setores foram afetados porque as lojas não conseguiram funcionar por conta da dificuldade de deslocamento dos funcionários e porque os consumidores também se retraíram”, explicou ela.

As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram, por sua vez, o pior resultado na série iniciada em 2004 ao recuarem 4,9% em maio sobre abril. As vendas de Veículos e motos, partes e peças despencaram 14,6%, enquanto as de Material de construção caíram 4,3%.

“O varejo ampliado é quem reflete mais o efeito da greve por que está mais próximo da indústria”, explicou Isabella.

Maio foi marcado por desabastecimento em todo o País devido à greve dos caminhoneiros no final do mês, que abalou ainda mais a confiança tanto do empresariado quanto dos consumidores, já estremecida pelas incertezas sobre a eleição presidencial.

O movimento levou a produção industrial a despencar 10,9% em maio sobre o mês anterior e provocou reduções nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, que já chegam a 1,53% ante 3% anteriormente.

Em junho, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu o menor nível em 10 meses, enquanto a do comércio recuou pela terceira vez seguida. (Reuters)

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