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Economia

18/10/2017

Vendas nos supermercados devem crescer 2% neste Natal

Conjuntura favorece desempenho melhor do que o apurado em 2016, quando houve estabilidade frente a 2015
Gabriela Pedroso
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O mix de produtos ofertados na data será direcionado com base no comportamento dos consumidores/Alisson J. Silva
Se o Natal do ano passado deixou a desejar e ficou aquém do esperado, para 2017 os supermercadistas mineiros estão confiantes de que o resultado será diferente. Diante de um ambiente econômico mais favorável, com menor inflação, queda da taxa de juros e diminuição, ainda que lenta, do desemprego, o setor prevê fechar a data com um crescimento de 2% nas vendas. A projeção foi divulgada ontem durante a abertura do 31º Congresso e Feira Supermercadista e da Panificação (Superminas 2017), em Belo Horizonte.

A expectativa dos empresários do Estado foi medida em pesquisa feita pela Associação Mineira de Supermercados (Amis). O percentual é considerado extremamente importante pelo setor, principalmente quando comparado ao desempenho do Natal de 2016. No ano passado, as vendas no período ficaram estáveis frente a 2015 (0,01%).

Durante abertura da Superminas 2017, o presidente da Amis, Alexandre Poni, destacou que a criação de novas vagas no mercado de trabalho até o fim do ano será fundamental para a concretização da projeção e, quem sabe, para uma revisão no indicador. “O nosso consumo acontece quando há mais empregos. Então, se diminuir o desemprego, nossa expectativa (de vendas) pode até aumentar, isso depende muito. Mas os sinais estão muito bons”, afirmou o executivo. No confronto com novembro, a perspectiva do setor é por um aumento no comércio de produtos em torno de 26% em dezembro.

Se por um lado existe uma certa cautela dos supermercadistas quanto ao desempenho na data, por outro o setor mostra que estará preparado para atender o consumidor. Para o Natal deste ano, os estabelecimentos do Estado prometem ampliar a contratação de temporários, que deve ficar entre 3 mil e 5 mil funcionários. Em 2016, foram abertos cerca de 3 mil postos do tipo. A maior parte das vagas será para atendentes, embaladores e operadores de caixa.

O mix de produtos ofertados na data também será direcionado com base no comportamento dos consumidores, que, nos últimos anos, têm buscado por marcas mais baratas ou produtos substitutos. Um exemplo do novo hábito é a troca do tradicional peru pelo frango ou outras aves com menor custo, e a escolha por cortes de suínos.

Ano - Com a ajuda do Natal, os supermercadistas mineiros esperam encerrar também 2017 com volume de vendas superior ao do ano passado, com indicador acima do 1,7% inicialmente previsto em janeiro. Conforme antecipado por Poni, o Termômetro de Vendas da Amis que será divulgado hoje já aponta uma alta em torno de 2% no acumulado do ano até setembro.

“Estamos com crescimento (nas vendas) de 2%. Em 2017, foram abertas mais de 60 lojas em Minas Gerais. Isso vai gerar até mais de dez mil empregos, fora as reformas. As lojas do interior do Estado estão se modernizando, o setor está se modernizando bastante com inovações, produtos e novos equipamentos, e isso acaba gerando emprego. Os supermercados, como as padarias, vão diversificando os negócios”, completa o presidente da Amis, que é sócio-proprietário do supermercado Verdemar.

Ao contrário de outros segmentos da economia, os ramos supermercadista e da panificação têm obtido desempenhos favoráveis em Minas Gerais neste ano. Em 2017, os supermercados mineiros devem investir mais de R$ 400 milhões em expansão e fechar dezembro com 7.167 lojas.

Leia também:
Superminas deve girar mais de R$ 1,7 bi


Panificação - O segmento da panificação não fica atrás e projeta um crescimento de 3% nas vendas para este ano. De acordo com o presidente do Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) e da ?Associação Brasileira da Indústria da Panificação (ABIP), José Batista de Oliveira, empresas da área têm se esforçado muito nos últimos quatro anos para se modernizar.

“Estamos apostando realmente na melhoria da economia brasileira. Temos queda dos juros, baixa da inflação, o índice de confiança do empresariado melhorou, e com isso a expectativa é de crescimento positivo”, afirma Batista.

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