Publicidade
22/11/2017
Login
Entrar

Negócios

14/10/2017

Vendas para o Dia das Crianças decepcionam

Maioria dos lojistas ouvidos registrou o mesmo volume alcançado em 2016; games foram as vedetes
Thaíne Belissa
Email
A-   A+
Na Brinkel, localizada no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste, o cliente gastou, em média, R$ 140/Alisson J. Silva
Uma das últimas datas comemorativas que movimentam o comércio no ano, o Dia das Crianças não trouxe resultados surpreendentes para os varejistas em Belo Horizonte.
Empresários e gestores de lojas de brinquedos e games na Capital afirmam que as vendas permaneceram iguais ou ligeiramente melhores que o ano passado. O cenário confirma a previsão da pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), que mostrou que mais de 80% dos lojistas apostavam em vendas iguais ou melhores do que as registradas em 2016.

Dados divulgados hoje pela Boa Vista SCPC apontam para esse mesmo cenário de poucas surpresas nas vendas para o Dia das Crianças. De acordo com o levantamento da instituição, houve um aumento de 2,7% nas vendas deste ano na comparação com 2016. O cálculo do volume de vendas para esta data é baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC com abrangência nacional. O período considerado foi do dia 1º a 12 de outubro.

Em período de crise econômica, quem registrou empate nas vendas já se disse vitorioso. É o caso da Brinkel, loja tradicional em Belo Horizonte, localizada no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste. O proprietário, Altair Rezende, afirma que esperava uma pequena melhora de 5%, mas o movimento acabou sendo o mesmo que em 2016. “Ainda há aqueles clientes que compram hoje e amanhã (sexta e sábado) para o Dia das Crianças, mas acredito que o resultado não muda muito agora. Ficamos no empate mesmo”, diz.

De acordo com ele, o cliente gastou, em média, R$ 140 no presente. As bonecas Baby Alive foram as campeãs de venda, mas também foram muito procuradas as bonecas Ladybug e jogos em geral. O proprietário afirma que as vendas no primeiro semestre seguiram o mesmo patamar que o período em 2016, mas a partir de julho elas tiveram uma leve melhora. “Em julho crescemos 5% e em agosto crescemos 7% em relação aos mesmos meses no ano passado. Minha expectativa é fechar 2017 com, pelo menos, 5% de crescimento em relação a 2016”, diz.

Para conseguir esse crescimento, o empresário vem investindo em melhorias. Um exemplo é a realização de uma pesquisa junto aos clientes para identificar o que os leva até a loja. Como muitas pessoas responderam que entraram porque estavam passando em frente ao estabelecimento, o empresário investiu R$ 50 mil na reforma da fachada da loja, que ficou ainda mais atrativa. “Percebemos, também que as pessoas valorizam muito nosso atendimento. Então estamos reforçando isso com treinamento de funcionários e boas seleções”, disse.

Manutenção também é a palavra que descreve as vendas na loja de brinquedos Traquitana. Localizada no bairro São Pedro, na região Centro-Sul, a loja é especializada em brinquedos menos midiáticos e mais educativos. “Ainda não fechamos o balanço, mas já posso adiantar que foi como o ano passado: não registramos crescimento e o movimento na loja também foi igual”, destacou a gerente da loja Ana Luísa Pires.

Segundo ela, os pais optaram por presentes mais baratos, como bonecas de pano, quebra-cabeça e jogos educativos. A gerente afirma que a data mais esperada na loja é o Natal, que é, de longe, o período que mais vende. Ela acredita que será possível fechar o ano de 2017 com um pequeno crescimento de 5% a 10% em relação ao ano passado. Para alcançar esse resultado a loja vem investindo em promoções e em condições especiais de pagamento.

Games - Na BH Games, localizada no bairro Floresta, região Leste da Capital, o Dia das Crianças costuma ser muito esperado pelo gerente Renato Gouvêa. Segundo ele, as vendas aumentam cerca de 30% em relação aos demais períodos, o que faz da data a segunda melhor para a loja, perdendo apenas para o Natal. Este ano, entretanto, o gerente não teve grandes surpresas: as vendas foram positivas, mas empataram com o período em 2016.

De acordo com ele, a BH Games se prepara para o Dia das Crianças, aumentando entre 20% e 30% o estoque de itens voltados para o público infantil. Entre os produtos que mais venderam nesse Dia das Crianças estão os videogames Playstation 4 e o Xbox One, que custam cerca de R$ 1.500.

Crescimento - Apesar de não ter trazido grandes resultados, o Dia das Crianças significou aumento de venda para alguns lojistas. Um exemplo é a loja Boneco de Pau, localizada na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O sócio-proprietário, Emerson Andrade, afirma que foi surpreendido com crescimento de 5% nas vendas deste ano em relação a 2016. Ele esperava manutenção dos resultados. “Os clientes buscaram brinquedos mais baratos, mas não deixaram de comprar. Eles gastaram, em média, R$ 50”, afirma.

A loja é especializada em brinquedos nacionais e, para além dos tradicionais como bonecas, carrinhos e bolas, a Boneco de Pau oferece brinquedos pedagógicos.

Andrade acredita que esse tipo de opção funciona como um diferencial da loja. “Para o Dia das Crianças o que mais saiu foram os brinquedos da linha pedagógica: quebra-cabeça, jogos e lousas. São brinquedos diferenciados, mais difíceis de encontrar e que têm aquele apelo que é para brincar mesmo, pois não são eletrônicos”, destacou.

Outra loja que registrou crescimento em Belo Horizonte foi a Savassi Games. Mas, diferente dos concorrentes, o estabelecimento registrou um grande salto nas vendas para o Dia das Crianças em relação ao mesmo período no ano passado. Segundo o sócio-proprietário, Gabriel Sousa, as vendas praticamente dobraram. “Eu sei que nossa experiência é fora da curva, pois esse não foi um ano bom para se crescer tanto. Mas nosso caso foi diferente porque nós investimos muito nessa data: apostamos em marketing e no estoque”, destaca.

Segundo ele, 65% do público da Savassi Games são de adultos e 35% de crianças, mas no período do Dia das Crianças, essa porcentagem fica meio a meio. “Nós triplicamos o número de itens voltados para as crianças nesse período”, diz. Segundo ele, os itens mais vendidos foram os jogos da linha Lego, mas também videogames.

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

22/11/2017
Geraldo Lustosa prevê receita de R$ 35 milhões
Resultado representa avanço de 5%
22/11/2017
Grupo Leitura lança 2ª loja da D+ Casa & Presentes
Um ano após a inauguração da primeira unidade no Minas Shopping, na região Nordeste da Capital, o Grupo Leitura l ança a segunda loja da D+ Casa & Presentes,...
22/11/2017
Boas práticas ampliam oportunidades
Empresas organizadas têm maiores chances de captar investimentos e recursos na retomada econômica
22/11/2017
Gastronomia mineira ganha relevância no cenário nacional
Participação das indústrias de alimentos e bebidas no PIB mineiro chega a 20%
22/11/2017
"O pulo do gato"
O Grupo Inob, formado há 20 anos por dois hospitais oftalmológicos focados em processos de alta complexidade em Brasília (DF), ilustra bem como uma empresa organizada pode...
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.