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DC Inovação

03/06/2016

Vestidas de Branco prevê movimentar R$ 1 milhão no ano

Empresa reúne rede de fornecedores para nubentes
Thaíne Belissa
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Maíse Góis: a rede conta hoje com 2.200 noivas cadastradas/Lec Comunicação
Organizar um casamento não é tarefa fácil e, em meio à crise econômica, o desafio fica ainda maior: as noivas têm em mãos um orçamento mais enxuto e um medo muito maior de os fornecedores irem à falência. Criada há um ano e meio, a startup Vestidas de Branco se destaca nesse cenário, oferecendo às noivas uma rede de fornecedores cuidadosamente selecionados e a possibilidade de descontos nos mais diferentes serviços.

Só nos primeiros oito meses de operação, a empresa movimentou R$ 400 mil em negócios e, este ano, espera negociar R$ 1 milhão. A rede também acaba de investir cerca de R$ 50 mil no lançamento de um aplicativo.

Com sede no bairro Lourdes, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, a startup está inserida em um mercado que movimenta bilhões de reais por ano no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta). O último levantamento da instituição é de 2014, quando as empresas do segmento faturaram R$ 16,8 bilhões. O presidente da Abrafesta, Ricardo Dias, afirma que o número de casamentos registrados em cartório já ultrapassou a marca de um milhão por ano e a estimativa é de que esse índice aumente até o final de 2016. “Isso significa que as pessoas não deixam de casar por causa da situação econômica do País, porém há a necessidade de repensar os gastos e rever o formato da cerimônia. Apresentar novidades e serviços diferenciados são alguns aspectos que garantem destaque às empresas que atuam neste ramo”, afirma.

E é exatamente isso que a Vestidas de Branco oferece. De acordo com a diretora comercial, Maíse Góis, a rede conta hoje com 2.200 noivas cadastradas e 52 fornecedores de diferentes produtos e serviços voltados para o casamento. Para entrar na rede, a noiva deve contratar algum serviço de um dos fornecedores participantes ou, ainda, ser indicada por outra noiva. Já as empresas são selecionadas pela startup: antes de entrar elas são avaliadas em diversos aspectos, como qualidade do serviço, avaliação no mercado e situação na Justiça. A diretora comercial afirma que a startup leva essa seleção muito a sério, pois a oferta de fornecedores confiáveis é uma das missões da rede.

Para as noivas, as vantagens de participar da rede estão em ter mais tranquilidade em negociar com fornecedores selecionados e também economizar por meio de cupons de descontos e prêmios de fidelidade. Maíse Góis explica que, ao comprar de fornecedores da rede, a noiva ganha descontos que podem ser de R$ 20 a R$ 3 mil, de acordo com os produtos e serviços que for adquirindo. Além disso, na medida em que fecha contratos dentro da rede, a noiva ganha pontos de fidelidade que podem ser trocados por produtos, como aluguel do terno do noivo, vestidos das damas, arranjo de cabelo e até algumas bebidas. A economia de uma noiva pode chegar a até R$ 18 mil.

Já para os fornecedores a vantagem está no acesso às noivas e na possibilidade mais concreta de fechamento de negócios. “Diferente de feiras e revistas para noivas, não somos um espaço para promover um produto ou serviço. Nossa plataforma traz a inovação de um programa de fidelidade no setor de casamento e é um espaço de geração de negócios”, afirma a diretora. Segundo ela, nos primeiros oito meses de operação a plataforma movimentou R$ 400 mil e, para este ano, a meta era movimentar R$ 700 mil, porém a aceitação da plataforma foi tão boa que a meta de 2016 foi revista para R$ 1 milhão.

A diretora explica que os fornecedores de produtos da fase final da preparação do casamento, como lembrancinhas, são os que têm tido maior retorno na plataforma até o momento. Isso porque a maior parte das noivas entra para rede faltando 180 dias para o casamento, então já fecharam itens prioritários, como o salão de festas. Mas ela afirma que a tendência é de que isso mude e que as noivas entrem para a plataforma com mais antecedência.

“Os fornecedores de bem-casados e cupcakes, por exemplo, relatam que a rede já é sua principal fonte de negócios. Os fornecedores da fase intermediária também têm tido bom retorno e só os da fase primária é que ainda têm pouco retorno. Mas isso está mudando: percebemos que no ano passado a maioria das noivas entrou na rede a 120 dias do casamento. Este ano, a média já é de 180 dias”, diz. Segundo Maíse Góis, as empresas pagam uma anuidade que varia de R$ 2.100 a R$ 3.200 para participar da rede. Já para as noivas não há custo.

Mesmo com pouco tempo de operação, a startup já tem planos ambiciosos para o futuro. A empresa acabou de investir R$ 52 mil no desenvolvimento de um aplicativo da Vestidas de Branco e a expectativa é de que o retorno aconteça em um ano. Segundo a diretora, a tecnologia foi desenvolvida em resposta à demanda das próprias noivas e dos fornecedores de um canal mais prático de acesso à rede. A empresa também tem um planejamento de ampliação em curto prazo: a expectativa é expandir a rede em Belo Horizonte por mais três anos e, depois, seguir para o mercado paulista. “Nosso interesse é buscar um sócio-investidor com conhecimento do mercado em São Paulo para nos auxiliar nessa expansão”, explica a diretora.

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