Publicidade

Economia

12/01/2017

Veto da Sumitomo prejudica Usiminas

Mara Bianchetti
Email
A-   A+
O veto da Sumitomo Corporation à redução de capital social da Mineração Usiminas (Musa) em R$ 1 bilhão já repercutiu negativamente no mercado financeiro. A ação preferencial da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) fechou ontem negociada a R$ 4,43. O valor representa queda de 1,99% no dia. O abatimento já havia sido previsto por bancos de investimentos internacionais que lamentaram o comportamento da companhia japonesa.

A siderúrgica brasileira pretendia usar R$ 700 milhões do capital da Musa para honrar compromissos assumidos com credores no decorrer do ano passado, quando a companhia conseguiu renegociar dívidas da ordem de R$ 6 bilhões. No entanto, a Sumitomo, acionista da mineradora, não aprovou a redução de capital, em assembleia geral extraordinária (AGE) realizada na última terça-feira.

A Mineração Usiminas é uma joint venture entre a Usiminas e a japonesa Sumitomo Corporation, cujas participações são de 70% e 30%, respectivamente. A mineradora tem recursos da ordem de R$ 1,3 bilhão em caixa e a intenção da companhia era usar os recursos para dar continuidade às renegociações das dívidas. O acordo com bancos credores prevê que a siderúrgica tem prazo até o fim de junho deste ano para receber os recursos.

A companhia já informou que vai recorrer à Justiça para reverter a situação. E é justamente este comunicado que preocupa os investidores internacionais. O BTG Pactual, por exemplo, emitiu parecer dizendo que recebeu a notícia do veto da Sumitomo de forma negativa e alegou que isso pode se tornar uma fonte de incerteza para casos de investimentos na siderúrgica brasileira.

“Após uma longa disputa de acionistas controladores, agora vemos a Usiminas tomar ações legais contra o seu parceiro Sumitomo”, alegou em seu comunicado.
Por outro lado, a instituição financeira lembrou que o veto não é uma decisão final e que a probabilidade desse movimento influenciar no cronograma da dívida ainda é baixa.

Retrocesso - Já o J.P. Morgan, alertou para o impacto nas ações da produtora de aços planos, uma vez que a recusa da Sumitomo ao acesso da Usiminas ao caixa da Musa, a seu ver, representa um retrocesso no processo de reestruturação da empresa, que está em curso.

O banco lembrou que a transferência de fundos é uma das condições exigidas no processo de renegociação da dívida que foi acordado com os credores, mas que a companhia ainda tem tempo e alternativas legais e de negociações para reverter o processo.

“De toda maneira, consideramos baixas as probabilidades do ocorrido atrapalhar o processo de renegociação da dívida da companhia”, consta no comunicado. (colaborou Leonardo Francia)

Publicidade

Aproveite! Assine o DC e tenha notícias exclusivas

Leia também

25/03/2017
Voos de grande porte na Pampulha afetam Confins
Aportes no principal terminal de Minas podem ser inviabilizados
25/03/2017
Fitedi anuncia a demissão de 350 trabalhadores
Empresa de Divinópolis decidiu encerrar as atividades de fiação e tecelagem e manter apenas a confecção
25/03/2017
Construtoras continuam cautelosas e focam na redução de estoques
São Paulo - A queda da taxa básica de juros e as medidas recentemente anunciadas pelo governo federal ainda não surtiram o efeito desejado no setor imobiliário e as...
25/03/2017
BMG conclui operação societária
Grupo compra participação na empresa voltada para investimento semente em startups
25/03/2017
Aporte da Mina Digital da Gerdau supera R$ 4 milhões
Mais produtividade e menos custo
 
© Diário do Comércio. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.