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Viagem nossa de cada dia

17/09/2016

VIAGEM NOSSA DE CADA DIA | O turismo após a mudança de governo

Érica Drumond*
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O governo mudou e, a curto prazo, o Brasil continuará o mesmo. As esperanças se renovam e os brasileiros respiram fundo em novos ares. Nada foi tão ruim para o nosso País quanto a era PT.

A ex-presidente caiu em um modelo de se rasgar a nossa Constituição. Nada que o supremo não possa consertar durante este percurso que estamos. E o que ainda vemos nas ruas são brigas que muito se assemelham as de time de futebol ou de uma pelada em campo de várzea, que nada contribuem para a edificação da história do nosso País.

O turismo, assim como diversas outras áreas, precisa de um país de imagem forte, com credibilidade, segura, educada, receptiva e cordial. O povo brasileiro precisa de um presidente na televisão idolatrando a nossa pátria, resgatando valores como ética e honestidade e propondo um Brasil único e, obviamente, se comportando como tal.

O turismo precisa do atual presidente ativo e com toda a sua experiência de barganhar interesses individuais e partidários no Congresso. Não esperamos que ele se candidate a nada mais do que ser o melhor presidente que o Brasil já teve, realizando oito anos em dois anos e meio.

Temos urgência que o Congresso saiba que o turismo movimenta mais de 60 áreas da economia. Que precisamos de leis trabalhistas modernas para que os trabalhadores possam atender aos eventos esporádicos e aos destinos de grandes sazonalidades. O turismo é a grande chance para a economia brasileira e de vizinhos. Temos tudo; atrativos, pessoas, riquezas, cultura, mas falta eficiência.

A “geringonça” tributária nos atrapalha muito, perdemos o foco, os softwares não acompanham as loucuras das emendas. Inibe sermos eficientes e prestarmos serviços de qualidade. A exigência do visto para os norte-americanos (povo que mais viaja no mundo) pode parecer reciprocidade, mas para nós significa balança comercial desfavorável. Dólar e euro altos deveriam significar Brasil barato para todos os países desenvolvidos. E incrivelmente isso não acontece.

Vamos convidar todos os povos para experimentar nosso clima, nossas quitandas, drinks, montanhas, belezas. Quem aqui já veio e conhece, adora e deseja voltar. Mas, concorremos com o mundo inteiro e para sermos competitivos precisamos ser direcionados por uma boa política pública e estarmos de bem com o próprio país. O destino, as cidades, a indústria forte, as feiras e eventos são os motivos de uma viagem.

Um país bom e seguro é também muito bom para visitar, porém se o nosso país é um destino caro até mesmo para nós brasileiros, ele também será caro para os estrangeiros. O custo Brasil precisa diminuir também para o turismo e com a mudança de governo, a expectativa é de que as reformas econômicas sejam feitas.

Seguimos acreditando na melhora das condições econômicas futuras e no reconhecimento do Ministério do Turismo como uma pasta estratégica para consolidarmos nossa imagem e as conquistas alcançadas ao sermos, atualmente, reconhecidos pelo mundo como um povo hospitaleiro e que sabe receber. Os olhos do presidente Temer precisam estar voltados a este segmento que se tornou referência na geração de emprego e renda ao movimentar a economia de maneira bem peculiar e entrelaçar diversos atores. No entanto, é importante destacar que para isso é preciso um trabalho conjunto, a soma de esforços entre os segmentos que compõem a indústria, o comércio e o serviço. Além do mais, acabamos de aprender com os últimos episódios políticos que juntos somos sim capazes de mudar e transformar o nosso país. Falamos que se o Lula ganhasse as empresas fechariam e acertamos. Mas as que se mantém precisam alavancar um Brasil faminto de emprego. O que o povo precisa é de emprego. Trabalhar duro, como em um país pós-guerra.

Bandeira na mão, crença e atenção na Justiça, radicalismo a impunidades e intolerância ao jeitinho brasileiro. País de padrão mundial, mantendo a paz e alegria tão almejada por tantas sociedades em campos minados. Temos ouro, diamante, esmeraldas, petróleo, gás, água, terra fértil e um povo que precisa plantar para colher. Estamos vivendo um momento sem precedentes, mas também nunca tivemos esta grande chance que se abriu politicamente para mudarmos o Brasil para melhor.

Vamos trabalhar otimistas e valorizando nossas riquezas. Prefiro acreditar como gritam nos estádios: “O gigante acordou!”

*Diretora-Presidente da Vert Hotéis - a administradora hoteleira multimarcas, que mais cresce hoje no Brasil, além de ser parceira preferencial do maior grupo hoteleiro do mundo, a Wyndham Hotel Group.

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