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DC Auto

27/04/2018

Virtus se destaca pelo espaço e motor 1.0 turbo

Sedan da Volkswagen foi lançado em janeiro no Brasil e vem conquistando números expressivos de vendas
José Oswaldo Costa*
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O novo Volkswagen Virtus foi lançado no fim de janeiro. Até o fim do mês de março, emplacou 4.600 unidades. Seu concorrente direto, o Fiat Cronos, emplacou 1.657 unidades no mesmo período. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Tivemos a oportunidade de avaliar a versão topo de linha do sedan, a Highline. A dianteira do Virtus é idêntica à do seu “irmão” Polo.

Pode-se dizer que a traseira é uma mistura, muito interessante, do VW Jetta com o Audi A3 sedan. Mesmo que o estilo seja conservador, no que diz respeito ao fato de a montadora alemã ter ficado na sua zona de conforto, sem ousadias, mantendo as tradicionais linhas de seus outros modelos, o design é moderno e agrada.

Interessante que, mesmo sendo um modelo derivado do Polo, a VW optou por alterar o entre eixos para ampliar o espaço interno. Dessa forma, ele passou de 2,56 metros (hatch) para 2,65 metros no sedan.

Essa medida é exatamente a mesma do Jetta. Muito boa para um sedan do segmento de compactos. E isso o coloca em condições de disputar mercado no segmento de sedans médios. Estratégia interessante.

Na lateral, dois destaques: as belas rodas em liga-leve de 17 polegadas (opcionais por R$ 1,2 mil) e o vinco que se estende das caixas das rodas dianteiras, passando pelas maçanetas das portas, até o porta-malas. Esse último conta com um pequeno spoiler em sua tampa.

Interior – Por dentro, o maior destaque é, com certeza, o quadro de instrumentos totalmente digital. Ele também é opcional e está no pacote Tech High ao preço de R$ 3,3 mil.

Além do quadro de instrumentos digital, que recebeu o nome de Active Info Display, o pacote inclui sistema multimídia com tela colorida sensível ao toque de 8 polegadas, indicador de controle de pressão dos pneus, sistema de frenagem automática pós-colisão, detector de fadiga, câmera de ré, porta-malas com sistema de ajuste variável de espaço, sensores de chuva e crepuscular e sensores de estacionamento dianteiros.

Os outros opcionais da versão Highline, presentes na unidade avaliada, são o bancodo passageiro dianteiro rebatível – para levar cargas longas, como uma escada, por exemplo – por R$ 300 e bancos revestidos em material sintético que imita o couro, por R$ 800.

Mesmo que esteja na média dos modelos oferecidos no mercado nacional, ou seja, não é uma exclusividade da Volkswagen, o material utilizado no acabamento decepciona para um veículo na faixa dos R$ 80 mil.

O plástico do painel e do console central, mesmo sendo rígido, poderia apresentar melhores texturas e aparência. Em resumo, mais capricho. Nesse quesito, ele está muito mais próximo de um Voyage do que de um Jetta, para melhor exemplificarmos.
E isso é ruim se pensarmos que seu preço, com todos os opcionais, se aproxima muito de um Toyota Corolla GLi (preço sugerido de R$ 89,99 mil), que conta com acabamento superior.

Powertrain – Nesse quesito reside o grande trunfo do Virtus frente à concorrência. O motor é o 1.0 turbo, de três cilindros, de 115/128 cv (gasolina/etanol).
O torque é de 200 Nm, seja qual for o combustível escolhido. Desse número foi retirada a nomenclatura “200 TSI” da versão.

A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 9,9 segundos e, a velocidade máxima, é de 194 km/h (abastecido com etanol), de acordo com a montadora.

Além de econômico, principalmente no trânsito urbano, esse propulsor confere grande agilidade ao sedan em qualquer situação. Ultrapassagens são feitas com muita segurança.

A transmissão é automática de 6 marchas, com “borboletas” atrás do volante para trocas manuais. As trocas manuais também podem ser feitas na própria alavanca do câmbio.

O motorista também conta com o modo de acionamento esportivo (posição S), que altera os momentos das trocas de marchas para rotações mais elevadas, proporcionando aceleração mais rápida e um comportamento mais dinâmico.
O conjunto da suspensão foi bem calibrado, o que garante boa assimilação das irregularidades sem o comprometimento de uma tocada mais esportiva.

Itens de série – dentre outros, a versão Highline do Virtus conta com controle de tração (ASR), bloqueio eletrônico do diferencial (EDS), controle eletrônico de estabilidade (ESC), assistente de partidas em rampas (HHC), volante multifuncional com “borboletas” (paddle shifts) para trocas manuais de marchas, abertura e fechamento das portas sem a necessidade da chave e botão de partida, controle automático de velocidade, sensores de estacionamento traseiros e ar-condicionado digital.

Também são de série os 4 airbags (dois frontais e dois laterais) e o sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis. No quesito segurança, é muito importante destacar que o Virtus recebeu 5 estrelas do Latin NCAP nos testes realizados.

Os opcionais para essa versão foram destacados ao longo do texto.

Na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o preço do VW Virtus Highline 200 TSI 1.0 é R$ 80,3 mil. Ou seja, equipado com todos os opcionais oferecidos, como na unidade avaliada, o preço do modelo ultrapassa os R$ 85 mil.

FICHA TÉCNICA

Velocidade máxima — 194 km/h (etanol)
0 a 100 km/h — 9,9 segundos (etanol)
Potência — 115/128 cv (gasolina/etanol)
Consumo médio gasolina — 11,3 km/l (cidade) e 14,5 km/l (estrada)  
Consumo médio etanol — 8,0 km/l (cidade) e 10,6 km/l (estrada)   
Distância entre eixos — 2,65 metros  / Comprimento — 4,48 metros
Largura — 1,75 metro  /  Altura — 1,47 metro
Capacidade do porta-malas — 521 litros
Capacidade do tanque — 52 litros  /  Pneus/Rodas — 205/50 R17 / Liga leve 17 polegadas

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