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27/01/2018

Visto eletrônico para turistas dos EUA deve injetar R$ 600 milhões no Brasil

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Os americanos são o segundo maior mercado emissor de turistas para o Brasil/Divulgação
São Paulo – Desde quinta-feira (25), os turistas dos Estados Unidos poderão solicitar o visto de entrada no Brasil por meio de um processo totalmente eletrônico. A solicitação, apresentação dos documentos necessários e liberação da entrada passa a demorar, no máximo, 72 horas. De acordo com dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), medidas de facilitação de entrada dos turistas incrementam em até 25% o fluxo entre os destinos beneficiados. Pelas projeções do Ministério do Turismo, os visitantes americanos gastarão US$ 177,6 milhões a mais na economia brasileira.

Os americanos são o segundo maior mercado emissor de turistas para o Brasil, atrás apenas da vizinha Argentina. De acordo com as últimas estatísticas, mais de 570 mil turistas dos EUA escolhem o Brasil como destino turístico e injetam US$ 710,5 milhões na economia nacional por ano. “Os números parecem satisfatórios, mas ficam muito aquém do nosso potencial. Temos um amplo espaço para aumentar o fluxo turístico entre os nossos países com ganho para todos os envolvidos”, comentou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

O ministro ressaltou que entre o Brasil e os EUA estão todas as praias do Caribe. “Se queremos competir pelo turista internacional, temos de acabar com a burocracia e estender um tapete vermelho para ele optar pelos nossos destinos, movimentar a economia e gerar emprego no nosso País”, afirmou o ministro. O Brasil é o destino de apenas 0,7% dos mais de 75 milhões de turistas americanos que viajam pelo mundo.

Além dos EUA, outros três países foram beneficiados com a implantação do visto eletrônico: Austrália, Canadá e Japão. Com esta medida, de acordo com estudos da OMT, o Brasil deve R$ 1,4 bilhão a mais nos próximos dois anos. Ainda este mês passou a vigorar a isenção de vistos para os países dos Emirados Árabes, aprovado no Congresso Nacional.

“Demos um sinal claro e inconteste para a comunidade mundial que estamos abertos e totalmente interessados em intensificar o nosso intercâmbio no mais amplo sentido”, comentou Marx Beltrão. No último estudo de competitividade do turismo do Fórum Econômico Mundial, no quesito abertura internacional o Brasil ficou na 96ª posição entre 136 países.

Perfil - Pesquisa feita pelo Ministério do Turismo aponta que 40,7% dos americanos que desembarcaram no Brasil se hospedaram em hotéis, flats ou pousadas, 60% deles vieram ao Brasil sozinhos, o gasto médio per capta foi de US$ 73 e eles ficaram, em média, 17 dias no País. A principal fonte de informação foi a internet (41%), seguida dos amigos e parentes (28,6%).

“Os Estados Unidos são os maiores emissores de turistas para o Brasil fora da América Latina. Com a desburocratização e simplificação proporcionadas pelo visto eletrônico podemos ser mais competitivos e receber 200 mil turistas norte-americanos a mais por ano, de acordo com projeção da OMT. O aumento do fluxo de turistas também pode gerar mais negócios e mais investimentos dos Estados Unidos no Brasil, em especial para a área de eventos que tem sido penalizada pelos vistos tradicionais. O desafio da Embratur será ampliar a promoção do Brasil para que esses turistas tenham mais informações sobre todo nosso potencial turístico”, avaliou o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz.

Em relação aos destinos, os mais procurados para negócios foram São Paulo (40,4%), Rio de Janeiro (34,6%) e Salvador (3,7%). Já no quesito lazer as procuras foram por Rio de Janeiro (72,1%), São Paulo (19,3%) e Foz do Iguaçu (15,8%). A pesquisa mostra que os americanos gostaram do que experimentaram. Para 81,7% deles a viagem atendeu ou superou as expectativas.

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