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Economia

17/11/2017

Volkswagen planeja chegar em 2020 com uma produção anual de 800 mil unidades no Brasil

AE/Reuters
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Montadora alemã já chegou a produzir 1 milhão de unidades em sua filial brasileira no ano de 2010/Volkswagen
São Paulo - De olho na retomada da economia, a filial da Volkswagen no Brasil planeja chegar a 2020 com um ritmo de produção de 800 mil veículos por ano, mais do que o dobro do volume alcançado no ano passado, de 324,8 mil unidades, mas ainda abaixo do auge registrado em 2010, de 1 milhão de unidades. Além disso, a empresa espera atingir, também até 2020, a liderança do mercado nacional ou, pelo menos, estar entre os primeiros, com uma participação de 16% ou 17%, ante 11% em 2016.

As metas foram anunciadas ontem pelo novo presidente da montadora no País, Pablo Di Si, em evento de lançamento do novo sedan da marca, o Virtus, em São Paulo. Para 2018, o executivo espera que o mercado total chegue a 2,5 milhões de unidades, o que representaria crescimento de 16% em relação à previsão para este ano.

Boa parte do otimismo da Volkswagen para os próximos três anos, segundo o executivo, é explicada pelos sinais de retomada da economia. “Os indicadores de curto prazo no Brasil são muito positivos. O trabalho feito com a inflação é fantástico, o crédito está crescendo a cada mês e, por seis meses seguidos, o desemprego está caindo. A economia descolou um pouco da política e está crescendo”, afirmou Di Si.

A Volkswagen foi a montadora que mais perdeu espaço no Brasil durante a queda do mercado de veículos nos últimos quatro anos, de 2013 a 2016. Enquanto as vendas do setor como um todo tiveram queda de 46% nesse período, as da Volkswagen recuaram 70%. Isso ocorreu porque a marca alemã é uma das que estão mais expostas ao consumidor de menor renda, que foi o mais afetado pela crise econômica.

Para apoiar a recuperação de mercado esperada até 2020, a Volkswagen planeja investir R$ 7 bilhões no Brasil, dos quais R$ 2,6 bilhões serão destinados à fábrica de São Bernardo do Campo. O restante será distribuído entre as outras três fábricas (São Carlos e Taubaté, no interior de São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná), mas ainda sem valores definidos.

Apesar dos investimentos anunciados e da expectativa de aumento da produção, a empresa ainda não projeta contratações. “A indústria tem 44% de ociosidade, então temos muito para recuperar antes de começar a pensar em contratação. Temos algumas áreas específicas que precisam de novos quadros, outras não. Por enquanto nós vamos administrando de acordo com a demanda do mercado”, afirmou Di Si.

Outra meta da Volkswagen é chegar a 1 milhão de vendas nas regiões da América do Sul, América Central e Caribe. Para isso, conta com o sucesso do Virtus e de outros 20 lançamentos nos próximos três anos. O Virtus, garantiu o presidente da montadora no Brasil, será exportado para toda a América do Sul. Também existe a intenção de que o modelo seja vendido para países da Oceania e da África.

Companhia pretende investir US$ 11,8 bi em carros elétricos

Guangzhou e Pequim - O Grupo Volkswagen anunciou ontem que planeja investir 10 bilhões de euros (US$ 11,8 bilhões) até 2025 para desenvolver e fabricar veículos híbridos e totalmente elétricos, à medida que busca cumprir as regras rigorosas na China.

O grupo, que inclui a Volkswagen e Audi, pretende lançar 15 dos chamados novos veículos elétricos (NEV, na sigla em inglês) nos próximos dois a três anos, e mais 25 modelos após 2025, disse à Reuters o diretor para China da empresa, Jochem Heizmann.

As cotas de produção e venda de NEV no país, que devem ser atendidas até 2019, provocaram uma enxurrada de negócios de carros elétricos e novos lançamentos, já que as montadoras chinesas competem para garantir que estarão dentro dos limites de produção. Os fabricantes de automóveis que ficarem abaixo das metas terão de comprar créditos com outras empresas.

Atualmente, a Volkswagen tem cerca de 10 NEVs no mercado chinês, embora todos sejam modelos importados com volumes de vendas limitados, de acordo com uma porta-voz da empresa.

Heizmann, falando antes da Feira de Automóveis de Guangzhou, acrescentou que o grupo pretende vender 400 mil novos veículos elétricos por ano na China até 2020 e 1,5 milhão por ano até 2025. Os NEVs referem-se a carros de bateria totalmente elétricos e híbridos plug-in fortemente eletrificados.

Heizmann disse que alguns desses modelos terão autonomia de 400 a 600 quilômetros com uma única carga completa. Em comparação, o Model S da Tesla tem uma autonomia de 490 a 632 quilômetros dependendo da capacidade da bateria, de acordo com a empresa.

O Grupo Volkswagen também está confiante de que suas empresas e seus parceiros de joint ventures locais poderão gerar um volume de vendas de elétricos suficiente para atingir as cotas até 2019, disse Heizmann, acrescentando que não haverá necessidade de comprar créditos. (Reuters)

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