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20/11/2017
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Economia

14/11/2017

Votarantim dá salto no lucro líquido

Reuters
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São Paulo - O conglomerado industrial Votorantim teve salto no resultado do terceiro trimestre, impulsionado por melhora dos preços de commodities como metais, celulose e laranja, além do recuo menor na demanda por cimento no Brasil e crescimento em países como Estados Unidos e Turquia.

O grupo teve lucro líquido de R$ 519 milhões, avanço sobre os R$ 149 milhões obtidos um ano antes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 1,3 bilhão, em linha com o mesmo período de 2016. A relação de endividamento caiu de 4,29 para 3,01 vezes em termos pro-forma, que incluem ingresso no quarto trimestre de recursos de venda de ativos e do IPO do negócio de mineração.

Para o quarto trimestre, a avaliação do vice-presidente financeiro, Sergio Malacrida, é de crescimento no desempenho do grupo tanto na comparação trimestral como na relação anual.
“Se tudo o mais se mantiver constante, deveremos ter um resultado melhor no quarto trimestre, até porque no ano passado tivemos impacto de efeitos não recorrentes que não espero que se repitam neste trimestre”, disse. “O quarto trimestre também costuma ser melhor sazonalmente que o terceiro”, acrescentou.

Segundo ele, dos três termômetros da economia operados pela Votorantim no Brasil - alumínio, aço e cimento - apenas o último ainda não começou a sentir efeitos mais pronunciados da melhora da economia. “Cimento tem um atraso natural..Vai demorar um pouco para começarmos a sentir a retomada”, disse Malacrida.

Na semana passada, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic) informou queda de 0,5% nas vendas de cimento no País em outubro, sobre um ano antes, estimando queda de 6% a 7% em 2017 e estabilidade em 2018. É essa lentidão na retomada do consumo de cimento no Brasil que tem segurado os planos de IPO da unidade, principal do grupo Votorantim, disse Malacrida.

A Votorantim Cimentos fechou setembro com ociosidade de cerca de 50% de sua capacidade de produção no Brasil, de 34 milhões de toneladas por ano. Sessenta por cento das vendas da unidade no Brasil ocorrem em sacos e são destinadas ao chamado “comércio formiga”, de pequenas obras, que dependem da recuperação da renda da população.

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