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Negócios

09/01/2018

WayCarbon prevê receita de R$ 8 milhões

Para 2019 e 2020, empresa da Capital estima faturamento de R$ 10 mi e R$ 12 mi, respectivamente
Mírian Pinheiro
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Henrique Pereira afirma que estão previstos para este ano aportes em inovação, incluindo recursos próprios e de terceiros, da ordem de R$ 750 mil/Fernanda Renno
Instalada no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec), a WayCarbon, especializada em soluções tecnológicas de controle ambiental, prevê para este ano faturamento de R$ 8 milhões, R$ 10 milhões para 2019 e R$ 12 milhões até 2020. “A meta é alcançar 70% de crescimento no faturamento deste ano. Entre 2015 e 2016, crescemos 64%”, disse o sócio-fundador e diretor-presidente da WayCarbon, Henrique Pereira.

Com plano de expansão em curso, a empresa também anuncia que está com prospecção “piloto” nos Estados Unidos, para avaliar o potencial do mercado norte-americano. “Estamos negociando um primeiro contrato de software com uma multinacional de siderurgia com sede na Europa”, revela Pereira, sem dizer o nome da organização.

A empresa mineira atende 150 clientes em todo o Brasil. O perfil de cliente da WayCarbon, segundo o diretor-presidente, são empresas de grande porte, normalmente de capital aberto ou com investidores estrangeiros. Também atuam com empresas de menor porte que estão na cadeia de valor desses clientes. “Temos aumentado nossa atuação com organizações internacionais, como Banco Mundial, GIZ (Agência Alemã de Cooperação Internacional), Banco Interamericano de Desenvolvimento e com o poder público. Um de nossos principais contratos de consultoria hoje é com o Ministério da Fazenda (Instrumento de Precificação de Carbono no Brasil)”, diz orgulhoso.

Para o ano, Pereira afirma que também estão previstos aportes em inovação. O valor total dos investimentos, incluindo recursos próprios e de terceiros, será da ordem de R$ 750 mil. “Contrapartidas em dois projetos de subvenção: Sebrae Inovação (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae) e Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), além de investimento de recursos próprios para melhoria de produtos, com foco no software Climas - ferramenta web para gestão dos impactos das organizações nas mudanças do clima, aplicável a empresas de qualquer porte e atuantes em qualquer setor produtivo”, explica.

Aportes - Com os novos investimentos previstos para este ano, a empresa aposta em inovação. A solução Climas, segundo Pereira, receberá melhorias no sistema para garantir segurança e escalabilidade. O software já é utilizado por empresas em 11 países. “Empresas multinacionais brasileiras, como Embraer e Minerva, levaram nossa solução para fora, utilizando nosso software em operações no exterior”, explica o diretor-presidente.

Outro produto, o LicenTIa, ganhará incremento no desenvolvimento do protótipo e testes de novos algoritmos de inteligência artificial e, com recursos próprios, os sócios vão investir na evolução do Move e no desenvolvimento de novas funcionalidades do Climas.
A plataforma Climas conta hoje com recursos do Edital Sebrae de Inovação e a Amigo do Clima foi desenvolvida com ajuda do Sebraetec (programa do sistema Sebrae que facilita o acesso dos pequenos negócios a serviços tecnológicos e de inovação para a melhoria de processos, produtos e serviços). “O Sebrae é um parceiro indispensável para nossa área de inovação”, atesta Pereira.

A empresa vende soluções tecnológicas variadas de controle ambiental e sustentabilidade. Entre os principais produtos estão o Climas, um software web (SaaS) para gestão estratégica da sustentabilidade corporativa, incluindo o controle de dados e indicadores, o monitoramento automatizado de emissão de gases e a construção de relatórios para mercado.

Um modelo computacional empregado para quantificação da vulnerabilidade e do risco ambiental também é vendido pela WayCarbon: o Move. A tecnologia emprega cenários futuros de mudança do clima para entender como as empresas, as cidades e os setores da economia poderão ser impactados por eventos climáticos extremos (como inundação, deslizamento, ondas de calor etc) ou por eventos graduais relacionados à mudança do clima, como desabastecimento hídrico.

Pereira também aponta o LicenTIa. “Nosso novo software web (que utiliza programa SaaS, computação em nuvem) é utilizado em processos de licenciamento ambiental. “O LicenTIa emprega computação cognitiva (Inteligência Artificial) para coletar e estruturar bancos de dados a partir de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) protocolados no órgão ambiental competente. Os EIA são documentos públicos, mas de difícil acesso. Então o LicenTIa permitirá acessar e dar uso a estas informações”, explica.

A WayCarbon também disponibiliza a plataforma de comercialização de créditos de carbono para compensação ambiental, Amigo do clima, e oferece ainda consultoria técnica. “Utilizamos inteligência e know how para inserir a sustentabilidade como variável de competitividade nas estratégias empresariais e nas tomadas de decisão do setor privado”, destaca. A consultoria também desenvolve projetos de desenho e avaliação de políticas públicas de sustentabilidade e clima.

Criação - A empresa, com sede em Belo Horizonte, possui hoje escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro e emprega 40 funcionários. De acordo com o sócio e também presidente da organização, Pereira, mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela London School of Economics, a empresa foi criada em 2006 em parceria com o Breno Rates, diretor de Produtos (PhD em Bioquímica pela UFMG), Felipe Bittencourt, diretor Comercial (PhD em Engenharia Sanitária e Ambiental pela UFMG) e Matheus Brito, diretor de Projetos (mestre em Economia pela Universidade de Tsukuba, no Japão) com investimentos que totalizaram cerca de R$ 10 mil.

No início, diz Pereira, a ideia era explorar as oportunidades de negócio que estavam surgindo com o Protocolo de Kyoto, em especial os certificados de redução de emissão (créditos de carbono). “De lá para cá, nos tornamos referência como consultoria em sustentabilidade e mudança do clima e desde 2013 temos desenvolvido produtos em software como um diferencial competitivo e de base para crescermos nosso negócio”, avalia.

Pereira diz que, em 2010, a empresa chegou a ser comprada por um grupo econômico maior, sendo transformada em uma joint venture. Mas, três anos depois, os sócios a recompraram e desde 2014 voltaram a ser os únicos donos do negócio.

Parceiros - Estarem dentro do BHTec é, para o presidente da empresa, um facilitador. “Um ambiente no qual empresas e empresários, com vocações e visões de desenvolvimento de negócio, podem trocar ideias e cooperar. Estar no BHTec também nos dá acesso a linhas de créditos para empresas de inovação, como o Proptec do BDMG. Em 2017, acessamos este recurso pela segunda vez para financiar nosso crescimento”, elogia.

O Sebrae, segundo ele, é outro parceiro importante para o desenvolvimento tecnológico da WayCarbon. “Já participamos de um edital Sebraetec e agora fomos selecionados para o edital Sebrae de Inovação. São chamados de subvenção e apoio ao desenvolvimento tecnológico, no qual a entidade aporta entre 60% e 80% dos recursos e a empresa desembolsa o restante do valor em contrapartidas financeiras e não-financeiras”, destaca.

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