Crédito: USP Imagens

Mais belo-horizontinos estão conseguindo pagar as suas dívidas. Isso é o que mostra o Indicador de Recuperação de Crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), divulgado ontem.

Os dados revelam que a recuperação de crédito entre os moradores da Capital cresceu 7,17% em junho no acumulado de 12 meses; há uma trajetória de queda no número de inadimplentes em Belo Horizonte desde abril.

De acordo com o vice-presidente da CDL-BH, Marco Antônio Gaspar, o resultado é fruto da geração de mais vagas de trabalho – segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma queda na taxa de desemprego de 1,4 ponto percentual no primeiro trimestre deste ano em comparação ao primeiro trimestre de 2018 – e da inflação em declínio.

“Diante desse cenário, sobra mais dinheiro para que os consumidores comecem a quitar as suas dívidas”, analisa ele.

Além disso, o profissional também destaca que, com os juros em baixa, há uma facilidade maior para que o devedor parcele as suas dívidas e consiga ter acesso a valores de mensalidades que caibam em seu orçamento.

O indicador calcula, ainda, o volume de dívidas quitadas. De acordo com esses dados, a situação também apresenta melhoras. Houve um aumento de 2,3% na variação acumulada em 12 meses.

Cenário – Diante desse quadro favorável, o vice-presidente da CDL-BH destaca que esses números mostram que há mais gente aberta para fazer compras e mais condições para que as aquisições possam, então, ser realizadas.

“Muitas vezes, não se pode dar crédito para aqueles que estão no cadastro de inadimplentes. Agora, temos menos pessoas impedidas de comprar”, frisa ele.

Projeções – As expectativas são de que esses números positivos não parem por aqui, pelo contrário. Alguns fatores devem contribuir para que eles avencem ainda mais, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o recebimento do 13º salário por parte dos trabalhadores.

“A nossa expectativa é de que muitas pessoas vão usar o FGTS para quitar dívidas e também para consumir mais alguma coisa”, ressalta Gaspar.

“Com o décimo terceiro é o mesmo raciocínio. Tradicionalmente, as pessoas utilizam a primeira parcela para quitar as suas dívidas e usam a segunda para comprar presentes”, salienta o profissional.

Além disso, o vice-presidente da CDL-BH também argumenta que existe uma confiança nas reformas que têm sido realizadas pelo governo.

“Isso vai aumentar os níveis de emprego da cidade e do País e a situação vai melhorar ainda mais”, diz ele.