O 14º Anuário do Cooperativismo Mineiro foi lançado na sede da Ocemg - Crédito: Genilton Elias

O Sistema Ocemg lançou, na última quinta-feira em sua sede, a 14ª edição do Anuário de Informações Econômicas Sociais do Cooperativismo Mineiro. A publicação faz uma radiografia do setor em Minas, além de trazer o ranking das maiores cooperativas do Estado.

Segundo levantamento, o cooperativismo mineiro registrou crescimento pelo quinto ano consecutivo. Em 2018, as cooperativas com sede em Minas Gerais movimentaram um total de R$ 53,6 bilhões, crescimento de 14,9% em relação 2017, quando foram registrados R$ 46,7 bilhões. Esse resultado corresponde a 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Se comparados ao crescimento de Minas e do Brasil, 1,2% e 1,1%, respectivamente, os valores ganham ainda mais relevância.

Destaque também para a geração de empregos no setor, que teve um incremento de 9,8% no período analisado, ultrapassando a marca de 43 mil pessoas empregadas. No ano passado, o segmento registrou ainda um crescimento de 9,8% no número de cooperados em Minas, o que equivale a 155 mil novos membros, contabilizando 1,74 milhão de pessoas.

Para o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, o anuário tem papel fundamental no direcionamento das ações do cooperativismo mineiro.

“Números e estatísticas são importantes, porque são base de análises e comparações. A partir dos dados do cooperativismo mineiro, é possível que as cooperativas tracem diretrizes e melhorem, ainda mais, seus resultados”, exaltou.

Presente no evento, Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, ressaltou:

“Quem tem base de informações, tem inteligência, consegue traçar estratégias e saber onde quer chegar”.

Ele frisou que a OCB lançou, também em julho, a primeira edição do seu anuário, influenciada por Minas Gerais.

Em palestra sobre “Cenários e Tendências do Cooperativismo Mineiro”, o mestre e doutor em Teoria Econômica pela Universidade de São Paulo (USP), Juan Jensen, abordou as oportunidades, neste e nos próximos anos, que se apresentam para o segmento cooperativista.

Segundo ele, devido ao acordo com a União Europeia, o mercado tende a crescer, afetando diretamente as cooperativas do setor agropecuário. Do mesmo modo, o menor endividamento das famílias e uma crescente desconfiança em relação aos bancos públicos criam um ambiente positivo para as cooperativas de crédito.

“Neste ano, o crescimento do País continuará baixo, mas o segundo semestre vai determinar como será 2020, dependendo, de como a economia vai se comportar em relação à reforma da Previdência”, explicou.

Márcio Lopes, presidente da OCB, e Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg – Crédito: Genilton Elias
Juan Jensen fez palestra no lançamento do 14º Anuário – Crédito: Genilton Elias