Crédito: Ulrich Wechselberger/Pixabay

Quando falamos em design thinking, pode nos vir à tona que é algo ligado a estética de produtos, serviços ou mesmo layout. Mas, na verdade, design thinking é uma abordagem, uma forma de pensar além do design propriamente dito.

Sigo a ótica que design thinking é de fato uma nova forma de pensar, tomada principalmente no campo de negócios – alguns acreditam que é uma metodologia. A sua aplicação tem haver com inovação. É decretar o fim das velhas ideias e buscar novas soluções ou mesmo resolver problemas.

O design thinking converte necessidades em demandas, colocando as pessoas em primeiro lugar, ou seja, é centrado no ser humano. Enquanto conhecimento, tem como objetivo a promoção do bem-estar na vida das pessoas.

O termo reverberou e foi popularizado por Tim Brown, CEO da Ideo, renomada consultoria norte-americana com foco em design e inovação. Brown trouxe o design thinking como uma mentalidade incorporada em equipes e projetos. Acreditava que o design era importante demais para ser deixado somente para os designers.

Todos nós precisamos pensar como designers, afirma.

A missão do design thinking é traduzir observações em insights, e estes em produtos e serviços para melhorar a vida das pessoas, seja de clientes, colaboradores ou mesma a sociedade em um todo.

Existem centenas de frameworks para a aplicação do design thinking. O importante é seguir os processos e a execução. As ferramentas são apenas o meio, não o fim! Uma sala cheia de matrizes com post it colados não quer dizer nada. É preciso ter o ponto de partida, assim como a entrega das soluções, ponto de chegada.

Um preceito é fundamental dentro do processo do design thinking. Precisamos divergir, criar opções e possibilidades, para depois convergir, fazer as escolhas.

Seria como se fosse um funil, o input com pluralidade de ideias (brainstorming) até o output com as mais adequadas/viáveis (soluções).

Temos enorme dificuldade com o pensamento divergente, não é mesmo? É comum pensarmos que a nossa verdade seja a absoluta. Concomitante, muitos não sabem trabalhar em grupo, com co-criação.

O pensamento divergente é o caminho, não o obstáculo para a inovação!

Já que falamos em processos, o design thinking conta com seis fases. Irei explicar brevemente cada uma delas:

Empatia – Ir a campo para aprofundar no assunto. Observar e entender a necessidade do público, se realmente faz sentido. O que as pessoas sentem e pensam sobre determinada solução?

É ir a campo e realizar uma pesquisa etnográfica. A matriz Mapa de Empatia, é bastante utilizada nesta fase.

Definição (problema) – Etapa em que iremos reunir todo o conhecimento adquirido com a empatia e definir a problemática sobre o que estamos analisando.

Conseguimos identificar, por exemplo, se determinados recursos podem ser um problema para os clientes do produto ou serviço?

A matriz de problem framing (enquadramento do problema) é bem interessante.

Ideação – Após entender as necessidades e os problemas dos clientes/usuários, será possível passar para a etapa da criação de ideias, insights para o desenvolvimento produto ou serviço.

Dinâmicas de brainstorming são fundamentais para estimular o processo criativo.

O método CP (como podemos) é superválido nesta fase.

Prototipação – Fase que inicia-se tangibilizar as ideias, desenvolvendo o produto com as características planejadas, ou seja, teremos um protótipo mais bem definido. Aqui, iniciamos de fato a construi algo.

Já contamos com o MVP (mínimo viável do produto).

Teste – Após a criação e definição do nosso protótipo, essa fase nos possibilita testar com rigor e mais confiança o produto à ser comercializado, tendo como ponto de atenção a utilidade que iremos oferecer os clientes.

Iremos definir usuários testers do produto/serviço.

Identificar se o produto ou serviço está apto para ir ao mercado.

Implementação – Chegou a hora de executar. Valide o seu produto ou serviço no mercado. Lembra do ciclo CMA (construir-medir-aprender) que citei no artigo anterior, a startup enxuta? Então, aplique-o!

Falhe rápido e rápido. Aprenda com os erros.

Espero ter clarificado um pouco sobre as possibilidades e fases do design thinking.

Se você quer desenvolver novos produtos ou serviços para o seu negócio, certamente o design thinking irá contribuir para pensar de forma diferente e inovadora.

Vamos juntos decretar o fim das velhas ideias?

O futuro é agora.

Até a próxima.

Bruno de Lacerda.