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A campanha Outubro Rosa, criada em 1990, em Nova York, surgiu com objetivo de fomentar a conscientização quanto à prevenção e ao controle do câncer de mama. Indo além desse conceito, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) adota a perspectiva de cuidado integral e completo, para que profissionais de saúde considerem as singularidades das mulheres, como suas histórias, hábitos e contextos familiares.

“Para a campanha deste ano, apresentamos uma visão integral sobre a saúde da mulher, estimulando o autocuidado e recomendando a mudança de hábitos. A finalidade é que, controlando alguns fatores de risco, a mulher possa ter um estilo de vida mais saudável”, explica a coordenadora de Atenção à Saúde das Mulheres e Crianças da SES-MG, Daiana de Carvalho Souza.

Em Minas Gerais, foram diagnosticados pelo SUS, em 2018, 4.922 casos de câncer de mama. Até setembro de 2019, o número foi de 1.868. Para todo o ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima a ocorrência de 5.360 novos casos de câncer de mama, com a taxa bruta de 50,15 casos novos por 100 mil mulheres mineiras. Já o câncer de colo do útero é a terceira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, com exceção do tipo de pele.

A coordenadora Daiana Souza explica que o câncer de mama e o de colo de útero estão fortemente associados a fatores de risco tais como alimentação não saudável, sedentarismo, obesidade, tabagismo e o consumo de bebida alcoólica.

Prevenção – A diretora da Promoção à Saúde, Daniela Campos, destaca que pequenas atitudes contribuem para prevenção do câncer de mama. “É importante o consumo de alimentos obtidos diretamente das plantas, de animais adquiridos para o consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração, além da ingestão de água, manutenção do peso saudável e prática regular de atividade física”, enumera.

Ainda de acordo com Daniela, as usuárias do SUS podem procurar a equipe de saúde da família ou a Unidade Básica de Saúde para tirar as dúvidas e se informar sobre as ações que são ofertadas.

No caso do câncer de colo do útero, a primeira forma de prevenção está relacionada à diminuição do contágio pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). A infecção por HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo, e sua transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas pode ocorrer por qualquer contato direto com a pele ou mucosa infectada.

São medidas de prevenção: fazer uso de preservativo em todas as relações sexuais, cuidar da higiene íntima, conhecer o próprio corpo, estando atenta a alterações, e realizar o exame preventivo do câncer de colo do útero, para detecção de lesões ainda em fase inicial. O exame é ofertado pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde e é a estratégia mais adotada para detecção da doença em mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram algum tipo de atividade sexual.

A vacina oferecida pelo SUS confere proteção para quatro tipos de HPV e está disponível para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e para pessoas de 9 a 26 anos (vivendo com HIV, transplantados ou em tratamento de câncer). Atualmente, a cobertura vacinal entre as meninas está em 48,59%. Já entre meninos, esse número cai para 27,59%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 80%.

No SUS, a mamografia é recomendada para mulheres de 50 a 69 anos, de dois em dois anos, ou em intervalos menores, dependendo do resultado do exame anterior. Em mulheres fora dessa faixa etária, com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar e/ou histórico pessoal de câncer de mama), são necessários acompanhamento e avaliação individualizados. (Agência Minas)