A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou avanço de 5,3% em agosto no Estado - Crédito: Divulgação

A produção industrial do Estado avançou 1% em agosto na comparação com o mês de julho, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de o número ser positivo, porém, segundo a supervisora de pesquisas econômicas da entidade em Minas Gerais, Claudia Pinelli, ele ainda não é suficiente para dizer que há uma tendência de crescimento no Estado.

Isso porque, quando se compara agosto deste ano com o mesmo período do exercício passado, houve queda de 6,5% na produção industrial em Minas. A redução também pode ser vista no acumulado do ano, que registrou retração de 5%.

A variação percentual acumulada nos últimos 12 meses, por sua vez, foi de queda de 3,8%.

Razões – O que ajuda a explicar os números negativos em Minas Gerais, de acordo com Claudia Pinelli, são os fortes impactos oriundos da indústria extrativa após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Além disso, lembra ela, o mês de agosto de 2019 teve um dia útil a menos na comparação com 2018.

Diante de todo esse cenário, a supervisora de pesquisas econômicas do IBGE em Minas Gerais afirma que ainda é preciso ter cautela. “É necessário esperar para ver se esse avanço da produção industrial no Estado vai se manter ou se foi algo pontual”, diz ela.

Por setor – Os impactos da indústria extrativa no Estado foram tão grandes que, para se ter uma ideia, na comparação de agosto com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 27,5%, e de 26,2% no acumulado do ano.

Ainda quando se compara agosto de 2019 com igual mês do ano passado, mais três atividades entre as divulgadas apresentaram variação negativa. Foram elas: fabricação de outros produtos químicos (-18,9), fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-18,4) e metalurgia (-5,6).

Já os maiores avanços foram registrados nas atividades de fabricação de produtos do fumo (8,2%), fabricação de bebidas (6,1%), fabricação de máquinas e equipamentos (5,5%) e fabricação de produtos alimentícios (5,4%).

A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias teve incremento de 5,3%. Em seguida, a fabricação de produtos têxteis (4,9%), fabricação de celulose, papel e produtos de papel (3,8%), fabricação de produtos minerais não metálicos (1,5%), fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (1,1%) e indústrias de transformação (0,0%).

Nacional – A indústria cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (a alta nacional foi de 0,8% do sétimo para o oitavo mês do ano.

O Amazonas foi o que registrou o maior avanço, 7,8%, seguido por Pará (6,8%) e São Paulo (2,6%). Ceará (2,4%), Pernambuco (2,1%), Rio de Janeiro (1,3%), Mato Grosso (1,1%) e Minas Gerais foram outros estados que cresceram acima da média nacional. (Com informações da Folhapress)