Principal queda em Minas Gerais no mês de julho foi vista na indústria extrativa (-31,9%) - Crédito: DIVULGAÇÃO

A produção industrial no Estado apresentou um avanço de 0,3% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 15 locais pesquisados, oito apresentaram quedas, sendo as mais representativas no Amazonas (-6,2%) e em Pernambuco (-3,9%).

Por outro lado, Rio de Janeiro e Mato Grosso foram os estados que mais mostraram crescimento, de 6,8% e 5,5%, respectivamente.

De acordo com a supervisora de pesquisas econômicas em Minas Gerais do IBGE, Claudia Pinelli, porém, a ligeira alta no Estado não significa que está havendo uma recuperação do setor.

“A gente observa que ainda há um fraco dinamismo na recuperação do segmento, tanto em Minas quanto a nível nacional. Ainda não temos sinais fortes para dizer que a economia vai conseguir se recuperar a partir de agora. Os dados estão bem instáveis”, avalia.

Queda – Quando se compara o mês de julho de 2019 com o mesmo período de 2018, o recuo da produção industrial em Minas foi de 6,5%, lembrando que julho deste ano teve um dia útil a mais do que o mesmo mês do ano passado.

Além disso, sete dos 15 locais apresentaram retração, sendo as mais intensas no Espírito Santo (-14,2%) e em Pernambuco (-10,2%). Os recuos também foram registrados na região Nordeste (-7,9%), Bahia (-5,6%), Mato Grosso (-3,2%) e São Paulo (-2,7%). Já os avanços mais intensos ficaram por conta do Paraná (4,8%) e Rio de Janeiro (4,8%).

Já no indicador acumulado de janeiro a julho deste ano, a redução na produção em Minas foi de 4,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. A maior queda foi registrada no Espírito Santo (-12,2%). Já Paraná e Rio Grande do Sul tiveram os maiores avanços, de 7,2% e 6,9%, respectivamente.

Conforme ressalta Claudia Pinelli, um dos fatores que puxaram a retração no Estado foi o recuo observado nas indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiado).

Setores – Por outro lado, houve um avanço em Minas Gerais de nove das 13 atividades divulgadas, na comparação de julho deste ano com o mesmo mês de 2018.

Os maiores avanços foram registrados nas atividades de fabricação de produtos do fumo (10,2%), fabricação de máquinas e equipamentos (6,5%), fabricação de produtos minerais não metálicos (5,9%) e fabricação de produtos têxteis (5,2%).

Já as principais quedas puderam ser vistas na indústria extrativa (-31,9%), fabricação de outros produtos químicos (-17,2%) e fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-9,1%).

De acordo com Claudia Pinelli, as atividades que vêm mostrando bom desempenho e têm conseguido se manter já costumam apresentar bons indicadores, apesar da crise econômica que afeta o País.