O sindicato mineiro de joias, bijuterias, folheados, pedras preciosas e relógios de Minas Gerais (Sindijoias Ajomig) sempre busca dialogar com as novas tendências e mudanças do mundo e aposta na valorização das biojoias.

Eternizando materiais orgânicos em metais preciosos, essas novas joias vieram para mudar o mercado da moda e trazer a natureza para perto de cada um. As peças são feitas com sementes, conchas, folhas naturais e outros elementos da natureza revestidos em metais nobres; recebendo o nome de Biojoias. O nome vem de Bio – o que possui vida, energia e alma; e Joia – objeto feito de material precioso, finamente trabalhado e usado como adorno.

Segundo o presidente do Sindijoias Ajomig, Manoel Bernardes, as biojoias vêm ganhando grande visibilidade nos últimos tempos por se tratar de peças ecológicas e que valorizam a flora. Para ele, a natureza é uma grande fonte de inspiração e uma ótima ferramenta para fomentar a criatividade no desenvolvimento dos acessórios.

O processo de confecção das biojoias é feito de forma única e artesanal: a execução começa na colheita dos elementos naturais e é finalizada com a transformação do mesmo em peças. O resultado: acessórios maravilhosos e superdiferenciados.

Em conversa com dois associados do Sindijoias Ajomig, Cerrad’ouro e Amarjon, vimos que a preocupação ambiental é uma característica marcante na produção das biojoias. A marca Amarjon diz que faz parcerias com instituições que realizam atividades de proteção e preservação do nosso ecossistema. As colheitas dos materiais são realizadas e controladas por catadores de folhas, juntamente com a Universidade Federal de Brasília (UNB).

A marca Cerrad’ouro também busca não prejudicar o ciclo natural da natureza e trabalha com uma abordagem totalmente ecológica, colhendo apenas as matérias orgânicas de descarte natural, sem arrancar nenhuma folha das árvores.

O mercado das biojoias está evoluindo e ganhando maior visibilidade. A Amarjon participou este ano da Feira Interncional JCK em Las Vegas e a Cerrad’ouro ganhou o selo São Paulo Fashion Week Ama; as biojoias prometem promover uma mudança no mercado da moda. (Da Redação)