Vivemos um ambiente cada vez mais desafiador, mas ele pode ser o ideal, afirma Gati | Crédito: Divulgação

No fim de 2018, o Brasil ficou com o 72º lugar entre as 125 nações avaliadas pelo Índice de Competitividade Global de Talentos 2019, divulgado pela Insead, uma das maiores escolas de administração do mundo. A posição demonstra um ambiente de negócios ainda pouco maduro e uma das grandes dificuldades enfrentadas por grande parte das empresas é um item básico na gestão de qualquer empresa: o controle dos custos.

De acordo com o coordenador do curso de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão Industrial do Ietec, Carlos Antônio Gati, aumentar a produtividade e, com isso, a competitividade, não está atrelado a aumento de gastos. Pelo contrário, a redução de custos/despesas é muitas vezes consequência do aumento da produtividade.

“É preciso ter clareza que a redução de custos não pode afetar a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos. A redução é resultado da otimização dos processos, ou seja, a capacidade de produzir mais com menos recursos”, explica Gati.

Por meio de uma análise global das etapas produtivas, a manufatura enxuta atua sobre problemas como: produção acima do necessário, tempo de espera prolongado, acúmulo de material em estoque, entre outros. A solução também precisa ser implantada holisticamente. A compra de uma máquina para acelerar a produção pode ser vista como investimento se o mercado absorver o excedente, porém se essa nova produção gerar estoque ela pode se transformar em custo.

O atual cenário de crise econômica certamente assusta qualquer gestor, porém, pode ser o momento ideal para um ajuste geral de processos. “Vivemos um ambiente cada vez mais desafiador, mas ele pode ser o ideal para se fazer uma melhoria. Em tempos de economia aquecida, os esforços se voltam para a venda, mas agora há tempo e concentração para a melhoria de processos”, pontua o professor do Ietec.

O mundo on-line já oferece uma série de ferramentas para gestão, muitas, inclusive, gratuitas. O professor, porém, alerta para a necessidade de uma formação teórica/técnica para uma gestão empresarial exitosa, especialmente nas micro e pequenas empresas.
“Para usar bem uma ferramenta é preciso ter conhecimento. De outra forma é tentativa-e-erro e isso pode demandar muito esforço e tempo, e, consequentemente, dinheiro.

Qualquer erro mais grave pode inviabilizar a operação de uma empresa de pequeno porte. O empreendedor precisa saber qual o seu posicionamento no mercado para escolher a ferramenta mais adaptável ao seu momento e modelo de gestão”, completa.