O volume dos serviços prestados às famílias, como alimentação fora de casa, cresceu 1,1% em Minas Gerais | Crédito: Reuters/Pilar Olivares

O setor de serviços no Estado avançou 0,1% em julho na comparação com junho, na série com ajuste sazonal. Já no Brasil, o incremento foi de 0,8%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados mostram ainda que 25 das 27 unidades federativas registraram crescimento no volume de serviços no mesmo mês. Alguns dos destaques foram o Pará (8,7%), Distrito Federal (6,4%), Rio de Janeiro (2,4%), Paraná (1,4%) e São Paulo (1,1%). Já Pernambuco e Rondônia apresentaram números negativos (-0,7% e -0,4%, respectivamente).

O economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Guilherme Almeida, destaca que o número registrado no Estado em julho é um movimento que, ainda que seja tímido, é importante sob a ótica de que está havendo a interrupção de resultados negativos.

“O setor de serviços é importante porque contempla mais de 60% do PIB estadual e nacional. Essa relevância do setor está na geração de riquezas que ele confere”.

Panorama – Quando se compara o mês de julho deste ano com o mesmo período de 2018, o avanço registrado em Minas Gerais foi de 0,2%. No Brasil, o incremento foi de 1,8%, sendo que 15 unidades federativas mostraram expansão. A maior delas pôde ser vista em São Paulo (3,5%), cujo setor que mais teve crescimento no período foi o de informação e comunicação (8,7%). Outros destaques foram o Rio de Janeiro (1,6%), Santa Catarina (3,5%), Pernambuco (4,9%) e Mato Grosso do Sul (8,9%).

Em contrapartida, as maiores quedas vieram da Bahia (-5,0%), do Rio Grande do Sul (-3,0%) e do Mato Grosso (-5,2%).

Já no acumulado de janeiro a julho deste ano, Minas Gerais apresentou crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Alguns dos destaques foram São Paulo (3,7%), Amazonas (3,8%), Santa Catarina (3,2%), e Pernambuco (2,0%).

No acumulado dos últimos 12 meses, em comparação ao mesmo período anterior, Minas Gerais registrou alta de 0,7%. São Paulo (3,8%) e Maranhão (3,0%) tiveram os números mais altos.

Perspectivas – Conforme destaca Guilherme Almeida, pelo fato de os serviços estarem relacionado às condições de outros segmentos, a recuperação é mais lenta. Portanto, para esperar o crescimento desse setor, é necessário haver condições favoráveis também de outros setores econômicos.

Os serviços prestados às famílias, por exemplo, segundo a pesquisa do IBGE, apresentaram incremento de 1,1% em julho em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que é um reflexo na melhoria do desemprego no Estado, salienta Guilherme Almeida.

Por outro lado, o setor de transportes apresentou queda de 4,6% no mesmo período. Esses números negativos, destaca o profissional, estão relacionados também aos impactos sofridos pela indústria extrativa após a tragédia em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Comércio – Já o volume de vendas do comércio varejista no Estado apresentou crescimento de 0,8% na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal, de acordo também com os dados divulgados pelo IBGE. No Brasil, a variação foi de 1,0%.

Na variação acumulada no ano, porém, o Estado apresentou queda de 0,5%. Dessa forma, ressalta Guilherme Almeida, a melhoria pontual em julho é importante para que se possa reduzir os resultados negativos.

O economista da Fecomércio MG destaca, ainda, que o segundo semestre do ano traz mais benefícios para o setor, por contar com datas comemorativas muito importantes para o varejo. As expectativas, então, são de que haja ainda mais resultados positivos.