Fonseca: muita gente ainda quer um consultório só seu, pra montar do jeito que quiser - Foto: Reprodução

A lógica dos coworkings, em que profissionais compartilham a estrutura de escritórios já montados com equipamentos e serviços diminuindo o custo, já chegou também à medicina. Em Belo Horizonte, a Clínica Blues, em operação desde abril na região hospitalar, oferece a médicos – de diferentes especialidades – flexibilidade de horário, suporte administrativo, financeiro, marketing e relacionamento, recepção e atendimento personalizados, sistema de agendamento de consultas e sem o custo fixo de uma sala comercial.

O diferencial do espaço é que todo ele se dedica à saúde do homem. De acordo com o cardiologista e diretor de operações (COO) da Clínica Blues, Bruno Alencar Fonseca, já são 30 profissionais compartilhando a estrutura e, até o fim do ano, devem ser 33. O investimento inicial para abertura da Clínica Blues foi em torno de R$ 500 mil, incluindo a reforma completa do imóvel com adaptação para a área da saúde, mobiliário sob medida e todo ergonômico, implantação de plataformas digitais, criação de marca, identidade visual e sistema de ar-condicionado.

“Esse não é um modelo pra todo mundo. Muita gente ainda quer um consultório só seu, pra montar do jeito que quiser. O modelo tradicional, entretanto, tem um custo operacional alto e nós, médicos, não temos formação em gestão na universidade. Então, muitos consultórios são deficitários porque não são bem administrados. O coworking resolve boa parte desses problemas. A estrutura está pronta. O médico chega aqui com a agenda checada, o ar-condicionado ligado. Chega para atender o seu paciente”, explica Fonseca.

O preço médio da hora na Clínica Blues é de R$ 45. A proposta é oferecer um check-up masculino, com atendimento de saúde completo e diferenciado, estrutura moderna e confortável, além de uma equipe experiente. A clínica “azul” oferece a seus clientes atendimento em angiologia, cardiologia geral e geriátrica, clínica médica, consultor físico, cirurgia geral e pediátrica, dermatologia, fisioterapia, geriatria, neurologia, nutrologia, nutricionista, oftalmologia, ortopedia, psiquiatria, psicologia, reumatologia e urologia.

“Vamos validar o projeto de check-up ao longo de 2019 para oferecer o modelo ao mercado investir na sequência. Sabemos que o homem é um cliente fiel a partir do momento em que estabelece uma relação de confiança com o seu médico. E também que costuma ter um perfil resolutivo, gosta de resolver tudo em um só lugar, no menor tempo possível. Então a ideia de um hub médico especializado na saúde masculina é muito atraente. Ali ele faz o seu check-up e já faz todos os encaminhamentos de acordo com o resultado”, destaca o cardiologista.

Além dos clientes individuais, está no planejamento da clínica atender empresas que queiram proporcionar o check-up anual de seus colaboradores num único local. A ideia é oferecer o benefício aos colaboradores com a gama de especialidades e ambiente discreto e exclusivo. Existe um mercado potencial de cerca de 10 milhões de beneficiários no Brasil – homens em idade produtiva que utilizam saúde suplementar – que movimenta mais de R$ 20 bilhões ao ano.

“Queremos resolver os problemas de empresas e profissionais liberais que se preocupam cada vez mais com sua saúde. É um sistema em que todos ganham com a diminuição de tempo e custos”, completa o COO da Clínica Blues.