Os jovens mais antenados e dinâmicos do Estado estarão reunidos na capital mineira, nos próximos dias 16 e 17, de 7h30 às 18 horas, para um único objetivo: a conquista do espaço sideral. Ao todo, 37 equipes de escolas públicas, particulares e times de garagem participarão da etapa Minas Gerais do Torneio Sesi de Robótica FLL, que será realizada no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), que fica na rua Líbero Leoni 259, no Buritis.

Serão cerca de 500 pessoas envolvidas, entre competidores, técnicos, juízes e organizadores. Neste ano, o tema da temporada é Into Orbit e alunos e técnicos já estão se preparando para propor resoluções inovadoras para problemas detectados e vivenciados durante as viagens espaciais.

A competição é um programa internacional de exploração científica, voltado para crianças e jovens de nove a 16 anos. Seu objetivo é aproximar os participantes da ciência e da tecnologia, fazendo com que desenvolvam habilidades como o raciocínio lógico, trabalho em equipe e pensamento investigativo. A etapa Minas Gerais do torneio irá classificar seis equipes que irão participar da fase nacional, que será realizada em março de 2019 no Rio de Janeiro.

A iniciativa tem o intuito de inspirar os jovens a seguirem carreira nos ramos da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática por meio de uma experiência criativa. Desta maneira, os competidores são desafiados a investigarem problemas e buscar soluções inovadoras para situações reais e programar robôs para cumprir as missões.

Nas escolas do Serviço Social da Indústria de Minas Gerais (Sesi MG), os alunos têm contato com a robótica educacional desde os anos iniciais. As crianças pequenas aprendem, de forma lúdica, a explorarem as construções e reconhecerem engrenagens, eixos, ângulos, dentre outros conceitos. A partir de aproximadamente 10 anos iniciam as noções de programação, sensores, motores. Dos anos iniciais até o ensino médio, os alunos trabalham em equipe de forma colaborativa, desenvolvendo habilidades para solução de problemas, raciocínio lógico, criatividade, além de valores para a formação humana. “Eles são desafiados a explorar ideias, levantar hipóteses, formular questões, desenvolver projetos e encontrar soluções para as situações apresentadas”, afirma Izabela Lopes Giannetti, analista de educação do Sesi. 

“Apesar de a robótica ser estudada mais diretamente nas disciplinas de física e matemática, ela é inserida, de forma interdisciplinar, os demais conteúdos atendendo o modelo educacional Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (Steam)”, comenta Izabela Giannetti ressaltando que, como resultado, é nítido o amadurecimento dos alunos.

“Por meio da robótica educacional, o Sesi prepara os alunos para a vida e para o mundo profissional”, pontua a analista, esclarecendo que nas escolas SesiI é utilizada a ferramenta Lego Education durante o processo de aprendizagem.