Crédito: Wilson Ferreira

São Paulo/Rio de Janeiro – O abate de bovinos no Brasil, o maior exportador mundial de carne bovina, cresceu pelo segundo ano consecutivo em 2018, com alta de 3,4% ante 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem, destacando ainda recorde na atividade com suínos.

Ao todo, foram abatidos 31,90 milhões de cabeças de bovinos, com expansão em 17 das 27 unidades federativas do País. Mato Grosso, que detém o maior rebanho, abateu 414,73 mil cabeças a mais e puxou o incremento a nível nacional.

Na sequência, aparecem Rio Grande do Sul (+205,13 mil), Paraná (+157,50 mil), Rondônia (+125,93 mil), São Paulo (+122,73 mil), Tocantins (+86,94 mil), Santa Catarina (+44,32 mil), Minas Gerais (+33,88 mil) e Goiás (+27,90 mil). Por sua vez, Mato Grosso do Sul (-142,20 mil cabeças), Pará (-27,89 mil), Maranhão (-25,60 mil) e Espírito Santo (-23,15 mil) reportaram as quedas mais intensas em abates.

Considerando-se apenas o quarto trimestre de 2018, os abates de bovinos somaram 8,14 milhões de cabeças, quantidade 1% maior na comparação anual, mas 1,7% inferior ante o trimestre imediatamente anterior.

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Suínos – Em relação aos suínos, o IBGE disse que os abates cresceram 2,4% no ano passado, para um recorde de 44,20 milhões de cabeças. Do total, 11,10 milhões se deram no quarto trimestre, com ligeiro aumento de 0,4% ante o período de outubro a dezembro de 2017.

A atividade em 2018 foi puxada por Mato Grosso do Sul (296,40 mil cabeças a mais), Rio Grande do Sul (+194,72 mil), São Paulo (+181,64 mil), Paraná (+86,80 mil), Santa Catarina (+80,43 mil), Mato Grosso (+69,34 mil), Minas Gerais (+62,69 mil) e Goiás (+46,73 mil).

Frangos – Já os abates de frangos caíram pelo segundo ano consecutivo em 2018, após recorde em 2016, com retração de 2,5%, totalizando 5,70 bilhões de cabeças. O Brasil é o maior exportador global de carne de frango.

Houve reduções no abate em 13 das 24 unidades federativas, destacando-se Santa Catarina (-93,55 milhões de cabeças), Paraná (-50,50 milhões), São Paulo (-18,44 milhões), Minas Gerais (-17,04 milhões), Mato Grosso do Sul (-6,00 milhões) e Distrito Federal (-62,96 mil cabeças).

Já os aumentos ocorreram em Mato Grosso (+13,20 milhões de cabeças), Goiás (+12,87 milhões), Pará (+9,29 milhões), Bahia (+6,47 milhões) e Rio Grande do Sul (+5,40 milhões).

No quarto trimestre, foram abatidas 1,42 bilhão de cabeças de frangos, uma queda de 0,9% na comparação anual.

Ovos – Outro segmento agropecuário com recorde em 2018 foi a produção de ovos, que fechou o ano com 3,6 bilhões de dúzias, um aumento de 8,6% em relação a 2017 e o maior resultado desde o início da pesquisa, em 1987.

A aquisição de leite pelas unidades beneficiadoras do produto (24,45 bilhões de litros) manteve-se relativamente estável, com crescimento de apenas 0,5% em relação a 2017. Já a aquisição de couro por curtumes nacionais cresceu 3% em relação a 2017.