Exportações de carne suína do Brasil subiram mais de 40% em abril ante igual período de 2018 - Crédito: REUTERS/Rodolfo Buhrer

São Paulo – O abate de suínos no Brasil atingiu 11,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, aumento de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2018, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.

O crescimento dos abates ocorreu com a indústria se preparando para atender parte da demanda adicional da China, que deverá crescer com o país lidando com focos de peste suína africana. A expectativa é de que os embarques brasileiros no ano aumentem mais de 20%.

Em abril, as exportações de carne suína do Brasil subiram mais de 40% ante igual período do ano passado, para 58 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Ainda de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os abates de suínos entre janeiro e março aumentaram 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Em nota sobre os números da agropecuária brasileira, o IBGE não explicou o avanço nos abates.

O peso acumulado das carcaças de suínos foi de 989,10 mil toneladas no primeiro trimestre, representando alta de 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 3,6% em relação ao mesmo período de 2018, apontou o instituto.

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Bovinos e frango – Segundo especialistas, a peste suína na China também influenciará negócios de outras carnes brasileiras, como de bovinos e de frango.

Desde que a China registrou os primeiros casos da doença – inofensiva para humanos, mas mortal para porcos -, em agosto de 2018, estima-se que o país perdeu cerca de 35% de suas criações, citou em nota ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, que realiza uma missão ao país asiático nesta semana juntamente com empresários.

No setor de bovinos, os abates do Brasil somaram 7,77 milhões de cabeças no primeiro trimestre, uma queda de 4,6% em comparação com o período imediatamente anterior e aumento de 0,3% em relação ao primeiro trimestre de 2018, segundo o IBGE.

A produção de 1,91 milhões de toneladas de carcaças bovinas no período indica redução de 7,4% em relação ao último trimestre do ano anterior e alta de 1,4% em relação ao apurado no primeiro trimestre de 2018, informou o órgão do governo.

Já o abate de frangos somou 1,45 bilhão de cabeças, um aumento de 2,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 2% na comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com o IBGE.

O peso acumulado das carcaças foi de 3,39 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2019, acréscimo de 1,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 2% frente ao mesmo período de 2018. (Reuters)