A Jucemg apurou alta de 13,6% na abertura e aumento de 20,5% nos encerramentos ante igual período de 2017 - CREDITO:ALISSON J. SILVA

O número de empresas abertas em Minas Gerais entre janeiro e agosto deste ano somou 32,4 mil e cresceu 13,6% na comparação com os mesmos meses de 2017, quando foram abertas 28,5 mil empresas no Estado. Os dados foram divulgados pela Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg).

Apesar do crescimento no número de empresas abertas, também foi apurado aumento na quantidade de empreendimentos que fecharam as portas. De janeiro a agosto, 24,1 mil empresas encerraram as atividades em Minas Gerais, 20,5% a mais que as 20 mil extinções registradas no mesmo período de 2017.

A Jucemg defende que o motivo do aumento das extinções de empresas no Estado reflete uma série de melhorias e simplificações implantadas ao processo nos últimos anos. Desde agosto de 2014, o procedimento de fechamento de empresas conta com a isenção de certidões negativas.

Além disso, a sincronia de dados com a Receita Federal do Brasil (RFB) e órgãos federais e a não necessidade de comprovação de débitos fiscais para realizar a baixa também contribuem para facilitar e acelerar os processos de encerramento na Jucemg nos últimos anos.

Apesar de a entidade não detalhar os dados de constituições e fechamento de empresas por setor, a entidade afirma que a maior parte dos processos, em ambos os casos, está vinculada ao setor de comércio e serviços e a maioria das constituições de negócios são micro e pequenas empresas (MPEs).

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), corroboram com essa análise. O comércio foi o único setor da economia de Minas que demitiu mais pessoas do que contratou em 2018. Até julho, o déficit de vagas de emprego formal no segmento foi de 9 mil postos, com a admissão de 229,9 mil pessoas e demissão de 238,9 mil trabalhadores.

Em todo o Estado e considerando todos os setores da economia, Minas Gerais registrou saldo positivo na geração de empregos, com 102,8 mil postos de trabalhos, já descontando as demissões do intervalo. O resultado superou em 47% o dos mesmos meses de 2017, quando o saldo foi de 69,9 mil empregos.

Sobre as alterações de empresas, que representam uma tentativa dos empresários de buscar novos mercados e, até mesmo, refletem o crescimento de alguns empreendimentos, foram 109 mil até agosto deste ano contra 103,8 mil nos mesmos meses de 2017, uma alta de 5%.