Diniz Filho vai buscar o apoio de 11 entidades na Capital - Créditos: Fábio Ortolan - ACMinas

Os empresários de Minas Gerais acreditam que a reforma da Previdência é essencial para a retomada dos investimentos e crescimento da economia. Com a situação atual, em que mais de 50% das verbas do governo são destinadas ao pagamento de salários e benefícios dos servidores públicos, os investimentos em educação, saúde e infraestrutura estão comprometidos.

Para a representação empresarial do Estado, a aprovação da reforma da Previdência será importante para que as demais também sejam aprovadas, como a reforma fiscal e a política. A expectativa é que o ambiente para investimentos se torne mais confiável para negócios, atraindo investidores e gerando mais empregos e renda. A Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) buscará apoio junto a outras entidades para trabalharem juntas e garantirem o apoio para a aprovação da reforma.

Ontem, empresários mineiros se reuniram, na ACMinas, com o ex-ministro da Previdência e Assistência Social, Roberto Brant, para debater sobre a reforma da Previdência. Durante o evento, o presidente da associação, Aguinaldo Diniz Filho, decidiu convocar as entidades de classe de Belo Horizonte para planejarem uma ação mais ostensiva em busca de apoio de parlamentares para a aprovação da reforma.

“Hoje, no Brasil, temos uma necessidade absurdamente imediata de promover a reforma da Previdência. Nós precisamos convencer quem vota, que em Minas Gerais são os 53 deputados federais e três senadores. Tive a ideia de entrar em contato com as entidades de classe, aqui de Belo Horizonte, que são 11, para avaliar a possibilidade de promovermos um movimento mais ostensivo das entidades de classe, incluindo comércio, indústria e agricultura, em prol das reformas”, explicou.

Ainda segundo Diniz Filho, tem havido várias reuniões fechadas e com palestras para debater o assunto junto aos empresários de segmentos diversos, mas o movimento do setor empresarial precisa ser mais efetivo.

“Precisamos agir em conjunto, ir para as ruas, apesar de não ser nosso perfil. O movimento precisa ter persuasão para que a reforma da Previdência seja aprovada, caso contrário, o País vai quebrar. A reforma também precisa verificar os privilégios e os direitos adquiridos. Na minha visão, na atual situação do País, como déficit, 20 milhões de desempregados, crescimento pífio do Produto Interno Bruto (PIB), falta de verbas para educação, segurança e saúde, nós precisamos ver a questão do direito adquirido, se ele é condizente com a estrutura que vivemos hoje. Alguns países da Europa, que viveram situações semelhantes, trabalharam e resolveram”.

O vice-presidente da ACMinas e diretor da Maxis, empresa do setor de tecnologia e informática, Marcos Brafman, também defende que a reforma da Previdência é necessária e fundamental para a retomada do crescimento da economia do País.

“Com a reforma da Previdência será possível a recuperação da economia. Também será essencial para que se consiga chegar a um ajuste do déficit fiscal e caminhar para a aprovação das demais reformas, como a política e a fiscal. Por isso, é preciso que todos os empresários apoiem a reforma. Hoje, entre salários e benefícios previdenciários, você tem cerca de 70% da receita sendo gasto, não sobra nada para investimentos. É preciso fazer ajustes e a retirada de privilégios para que o governo volte a ter condições de investir. Precisamos pensar no futuro”.