São grandes os esforços da BH Airport para tirar do papel o projeto de implantação de um aeroporto-indústria no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (RMBH). De acordo com o diretor-presidente da concessionária que administra o principal aeroporto de Minas Gerais, Marcos Brandão, a meta é iniciar as operações ainda neste exercício.

Para isso, conforme ele, várias frentes da administradora estão atuando no projeto que se arrasta por anos no Estado. Uma delas diz respeito ao processo de alfandegamento, que já foi iniciado junto à Receita Federal e uma vez aprovado deixará como parte mais importante do processo, o desenvolvimento do software que fará a conexão das empresas com a Receita.

“Esperamos desenvolver a ferramenta até dezembro, mas conseguiremos iniciar as operações sem a conclusão. Se não sair este ano, não sai mais”, revelou.

E como uma espécie de piloto, a concessionária já assinou um memorando de entendimento com a Prime Holding, localizada em Lagoa Santa (RMBH) para ser a primeira indústria a se instalar no entreposto. Segundo Brandão, depois de iniciada as operações e feitos os ajustes necessários à operacionalização do aeroporto-indústria é que a BH Airport retomará o processo de atração de outras empresas.

O projeto de transformar o aeroporto no primeiro entreposto aduaneiro do País, onde empresas possuem isenção de impostos federais e estaduais para produzir mercadorias destinadas à exportação, começou a ser desenhado pelo governo do Estado em 2000. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que até meados de 2014 era a única administradora do terminal, tentou licitar as áreas para indústrias, mas não obteve sucesso.

Agora, a execução do projeto enfim promete elevar a participação do transporte de cargas nas receitas da concessionária dos atuais 10% para algo em torno de 40% e atrair investimentos bilionários para Minas Gerais. A estimativa da BH Airport é que o início das operações atraia aportes da ordem de R$ 1,5 bilhão por meio da atração de empresas de alto valor agregado para a área alfandegária do aeroporto nos próximos anos.