Tudo começou de maneira despretenciosa e a ideia deu muito certo, diz Michelle Chahin - Crédito: Vanessa Aires Gomes

Quem nunca fez aquela “encomendinha” pra um amigo que ia viajar para o exterior que atire a primeira pedra. Mas foi diante dessa prática comum que o casal Daria e Artem, moradores de São Francisco (EUA), criaram o aplicativo Grabr, de compartilhamento de malas.

O app atingiu a marca de 1 milhão de usuários e, surpreendentemente, tem no Brasil a sua maior base, com 450 mil pessoas cadastradas. E, mais impressionante ainda, elas são responsáveis por mais da metade do faturamento do aplicativo.

De acordo com a embaixadora do Grabr no Brasil, Michele Chahin, o maior desafio da plataforma que tem foco no Continente Americano, é fazer com que a operação seja segura. Por isso o maior investimento é em tecnologia.

“Tudo começou de maneira despretenciosa e a ideia deu muito certo. Nós conectamos pessoas que querem comprar produtos no exterior com outras que estão com espaço na mala e podem trazer esses produtos. Quem quer comprar preenche uma ficha com detalhes do produto, local onde é encontrado e prazo e a partir daí quem se interessar em trazer faz uma proposta de recompensa – que é como chamamos a remuneração. Se existem várias pessoas dispostas a trazer, funciona como um leilão. A encomenda é feita e o pagamento realizado na plataforma. Esse pagamento só é liberado depois da entrega realizada”, explica Michele Chahin.

Assim como é comum em plataformas de serviços compartilhados, os usuários são avaliados pela comunidade e toda a transação comercial é feita dentro da plataforma. A recompensa para quem traz o produto não é tabelada e o aplicativo é remunerado com uma porcentagem sobre o valor do produto, que varia entre 7% e 10%. Todos os valores são discriminados em nota entregue ao comprador, com valor do produto, recompensa para quem traz e serviço do site.

Entre os produtos mais encomendados pelos brasileiros estão: eletrônicos, artigos de bebês e brinquedos.

“Essas categorias são bastante óbvias, mas aparece de tudo. Já teve brasileiro encomendando prancha de surf e carrinho de bebê, por exemplo. Eu não sei como a pessoa fez pra carregar. De lá pra cá, já pediram pandeiro em época de Carnaval e comida. Sempre há quem peça alimentos”, diverte-se a embaixadora do Grabr no Brasil.