Fotos; Amintas Vidal

Entre os hatches compactos fabricados no Brasil, o Sandero seria o menos provável a ganhar uma versão esportiva de verdade. Largo e alto por fora, espaçoso por dentro, suas medidas combinam muito mais com a variante aventureira do modelo, a Stepway.

Como sua plataforma também serve de base para o sedan Logan, a picape Oroch e os utilitários Duster e Captur, a versão esportiva do Sandero, a RS, pôde receber o motor 2.0 16V bicombustível que equipa algumas opções da picape e dos dois SUVs.

Coube à RS, Renault Sport, divisão de competição da marca francesa, preparar esse “esportivo nacional” ao trabalhar o motor 2.0 para chegar aos 150cv de potência e acertar o modelo para as pistas. Foi a primeira vez que essa equipe desenvolveu um carro de pegada esportiva para um país fora da Europa.

Foto: Renault/Divulgação

No Brasil existe a tradição das montadoras lançarem versões esportivas dos seus modelos, principalmente dos hatches, mas, ultimamente, elas não passam de esportivos de adesivo, isto é, edições com algumas modificações estéticas, mas nenhum ganho mecânico que altere o comportamento em relação às demais versões.

Antes existiam modelos que ganhavam motores de capacidade volumétrica maior, alterando o desempenho em relação às versões “normais”. Ao adotar o motor maior e modificá-lo para um melhor desempenho, retrabalhar o conjunto de suspensões, freios e escapamento, e ainda redesenhar peças e trocar revestimentos, a Renault não só resgatou os bons tempos dessa tradição como elevou a prática a um novo patamar.

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Design – O Sandero RS tem um novo para-choque dianteiro, totalmente redesenhado. Ele ganhou DRL (Daytime Running Light ou luzes de rodagem diurnas), spoiler destacado, abertura inferior ampliada e com recortes mais angulados.

Foto: Renault/Divulgação
Foto: Renault/Divulgação

Essa área recebeu tela de proteção em forma de colmeia e uma moldura saliente que contorna e atravessa o para-choque de ponta a ponta. Na série Racing Spirit ela é pintada em vermelho, tornando-se o elemento mais marcante desta edição especial.

Já o para-choque traseiro teve apenas o extrator redesenhado para receber a ponteira dupla do escapamento e ele também foi pintado nessa cor característica da série. Capas dos retrovisores, adesivos alusivos à série e as pinças das pastilhas de freio completam o conjunto de peças destacado com a mesma cor vermelha.

Ela está tão associada à Racing Spirit que a Renault só disponibiliza as cores branca, prata e preto para a carroceria, pois a cor vermelha disponível para o RS “normal” inviabilizaria a aplicação destes detalhes em vermelho sobre a mesma.

Interior – Internamente, o Sandero RS Racing Spirit se difere pelas cores das faixas que decoram os bancos, pequenos detalhes em vermelho no painel e colunas, teto e puxadores das portas em preto.

Foto: Renault/Divulgação

No mais, manopla do câmbio e volante revestidos em material que imita couro com costura em linha vermelha e pedais com acabamento em alumínio e travas em borracha são comuns a todas as versões RS do Sandero.

Além destes elementos estéticos que destacam a série, a Racing Spirit já sai de fábrica com o conjunto de rodas de 17 polegadas Grand Prix com os pneus PS4 da Michelin. Este item pode ser comprado, como opcional, para a versão RS pelo valor de R$ 1 mil, mas os outros diferenciais mencionados acima são exclusivos da série especial.

Preço e equipamentos – O preço sugerido da Racing Spirit é R$ 69,69 mil e do RS é R$ 66,79 mil. Tirando as rodas, único opcional disponível, ambos saem de fábrica com os mesmos equipamentos. Os principais são: alarme, duplo airbag, freios ABS, freio a disco nas 4 rodas, ESP/HSA (controle eletrônico de estabilidade/assistente de arrancada em subida), Isofix e alerta do cinto de segurança do motorista.

Foto: Renault/Divulgação

Também estão presentes bancos dianteiros esportivos, ar-condicionado automático, direção eletro-hidráulica, comando de satélite no volante, sistema multimídia com tela touchscreen de 7 polegadas e navegação GPS, computador de bordo, sensor e câmera de marcha à ré, retrovisores elétricos com repetidores, entre outros.

Amintas Vidal – Colaborador