Valor das exportações caiu 7,9% devido a menores remessas de café e minério de ferro

O saldo da balança comercial de Minas Gerais continua pressionado pela queda das exportações e pelo aumento das importações neste ano. Até agosto, o saldo foi superavitário em US$ 9,519 bilhões contra um resultado também positivo de US$ 12,205 bilhões nos mesmos meses de 2017, uma queda de 22%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

O resultado do comércio exterior do Estado caiu porque as exportações entre janeiro e agosto somaram US$ 15,595 bilhões e tiveram queda de 7,9% quando comparadas às de igual período de 2017 (US$ 16,919 bilhões). Ao mesmo tempo e na mesma comparação, as importações neste ano chegaram a US$ 6,076 bilhões contra US$ 4,714 bilhões, aumento de 28,8%.

No caso das exportações, a queda aconteceu principalmente por causa das menores remessas de minério de ferro e café ao exterior. Estes dois produtos são os mais importantes para os embarques estaduais, com participação de 40%, juntos. Já as importações foram favorecidas pela entrada de automóveis das unidades da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) instaladas na América Latina.

Os embarques de minério de ferro entre janeiro e agosto deste ano somaram US$ 4,475 bilhões sobre US$ 6,013 bilhões no mesmo intervalo de 2017, redução de 26,6%. Minas embarcou 280,2 milhões de toneladas a menos em 2018. Ainda assim, o minério continua como o principal produto da pauta de exportações, com participação de 28,6%.

As remessas de café ao exterior também caíram em quantidade e rendimento. O Estado embarcou 11,7% a menos em volume no acumulado até agosto diante do mesmo período de 2017. As remessas do grão ao mercado externo renderam US$ 1,756 bilhão sobre US$ 2,175 bilhões, queda de 19,3%, em igual confronto.

Ao contrário do minério de ferro e do café, as exportações de soja e do ferronióbio entre janeiro e agosto registraram aumentos de 69% e 18%, respectivamente, em relação ao mesmo intervalo de 2017. No caso do ouro, foi registrado um crescimento de 0,8% nos embarques deste ano.

Hulha betuminosa – No que se refere às importações, o produto mais comprado por Minas no mercado externo foi a hulha betuminosa, que é o carvão mineral, usado nos altos-fornos de usinas instaladas no território mineiro, com participação de 8,8% nos desembarques do intervalo.

Porém, a importação de veículos, praticamente a totalidade pela FCA, continua impulsionando as compras externas de Minas Gerais. Os desembarques de automóveis somaram US$ 532,7 milhões de janeiro a agosto sobre US$ 100,9 milhões no mesmo período de 2017, um salto de 427,9%.

Na divisão por blocos econômicos, a Ásia se mantém como a maior parceira comercial de Minas Gerais, tanto em termos de exportações quanto de importações. Até agosto deste ano, os países asiáticos foram destino de 42,1% de tudo que o Estado exportou, a maior parte em minério de ferro e soja para a China. A Ásia também foi a origem de 26,1% de tudo que Minas comprou.