CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE/Arquivo DC

São Paulo – O Banco Inter busca levantar entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão em um aumento de capital para financiar iniciativas de crescimento do negócio, disse uma fonte familiarizada com o assunto.

O banco digital pretende usar os recursos para expandir as ferramentas do seu aplicativo de celular e oferecer aos clientes serviços e produtos que vão além de ofertas financeiras, como viagens, serviços de alimentação, saúde e entretenimento, por meio de parcerias. É um modelo de banco digital que se aproxima do russo Tinkoff Bank, do grupo de financiamento ao consumo TCS Group, explicou a fonte.

O plano do Inter de buscar aumento de capital acontece em um momento em que a concorrência no setor financeiro se acirra e avança além da arena bancária. Empresas como Mercado Livre, Magazine Luiza e Via Varejo também lançaram serviços financeiros, como contas correntes, empréstimos e cartões de crédito.

O Inter também quer acelerar o desembolso de empréstimos. O banco vem ampliando a oferta de crédito para seus 2,2 milhões de correntistas digitais por meio da pré-aprovação automática de limites para empréstimos com o uso de dados.

Neste mês, o Inter anunciou R$ 2 bilhões em limites para financiamentos imobiliários, por exemplo. Em março, a carteira de crédito total do Inter atingiu R$ 3,5 bilhões. O banco disse que está considerando um aumento de capital, mas não mencionou montante a ser levantado. O banco afirmou que está decidindo se levantará capital em uma oferta formal de ações ou se terá como alvo um novo investidor específico que poderia comprar novas ações e se tornar um acionista relevante. A fonte disse que a preferência no momento é por uma oferta subsequente de ações.

O banco informou também em comunicado que listará em bolsa de valores units formadas por uma ação ordinária e duas ações preferenciais. O Inter fez uma oferta inicial de ações em abril de 2018.

O Inter está em conversas com Bradesco e Citigroup como assessores no aumento de capital, conforme relatado pela Reuters em maio. O banco é controlado pela família Menin, fundadora da construtora MRV. As ações do Inter subiram mais de 68% neste ano. (Reuters)