Lucro líquido aos acionistas ordinários do banco cresceu 35% no período - Crédito: Fred Prouser / Reuters

O Bank of America relatou um aumento melhor do que o esperado no lucro trimestral ontem, conforme o segundo maior banco dos Estados Unidos (EUA) cortou custos, enquanto a taxa de juros mais alta e o crescimento dos empréstimos ajudaram a compensar menor receita com negociação de títulos.

Como seus pares, o banco se beneficiou dos cortes de impostos do presidente norte-americano, Donald Trump, e de um aumento na taxa de juros. Um mercado de trabalho forte também manteve os empréstimos ruins sob controle e empréstimos saudáveis.

O BofA depende muito de juros mais altos para maximizar seus lucros, uma vez que possui uma grande carteira de depósitos e títulos hipotecários sensíveis à taxa.

A margem financeira com juros – a diferença entre o que um credor ganha com empréstimos e paga sobre depósitos – subiu 6,4%, para US$ 11,87 bilhões. Os depósitos totais aumentaram quase 5%, para US$ 1,35 trilhão.

Recorde – “O crescimento responsável, apoiado por uma sólida economia dos Estados Unidos e um consumidor norte-americano saudável, se combinou para entregar o maior lucro trimestral antes de impostos na história de nossa empresa”, disse, em comunicado, o presidente-executivo, Brian Moynihan.

O lucro líquido aplicável aos acionistas ordinários aumentou 35%, para US$ 6,7 bilhões no terceiro trimestre encerrado em 30 de setembro.

Excluindo itens, o banco ganhou US$ 0,67 por ação, superando a estimativa média dos analistas de US$ 0,62 por ação, de acordo com dados I/B/E/S da Refinitiv.

As despesas não relacionadas a juros caíram 2,4%, para US$ 13,07 bilhões. (Reuters)