São cerca de 50 marcas que irão receber os clientes em seus showrooms no bairro Prado - CRÉDITO: ARQUIVO DC

Conectar compradores e lojistas, fortalecer o comércio local, preencher o gap de mercado, trazer novos clientes e fidelizar os antigos são alguns dos objetivos do BH à Porter – Moda em Movimento, que começou ontem e vai até 5 de outubro. A estimativa é movimentar pelo menos R$ 2,5 milhões em vendas durante o circuito, que já está em sua oitava edição, mas a projeção vai até os R$ 5 milhões.

Inicialmente realizado apenas pela Coopermoda-BH, o evento ganhou na edição anterior a adesão do Instituto Amem (Associação Mineira de Empresas de Moda), e nesta edição, a parceria do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais (Sindivest) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) injetaram mais recursos para fomentar este mercado. Dessa forma, todas as pontas da cadeia da moda na região ficam atadas.

São cerca de 50 marcas envolvidas que irão receber os clientes em seus showrooms instalados no bairro Prado e arredores, considerado o polo da moda em Minas. A região concentra mais de 200 confecções. As parcerias permitem que as passagens e hospedagem em hotéis para clientes estratégicos de todo o Brasil sejam subsidiadas, estimulando assim as compras dos produtos de pronta entrega no atacado em um período considerado morno na capital mineira. Ao todo, 120 compradores virão a BH para conhecerem as confecções da região.

“O intuito é trazer o cliente em um momento de queda normal de vendas para aumentar o faturamento das empresas. Nosso principal foco é trazer novos clientes, mas também trabalhar com as recompras, clientes que já compraram de algumas marcas no período de lançamento das coleções”, conta o presidente do Instituto Amem, Lucas Bastos. Segundo ele, a última edição do evento trouxe 95 compradores e movimentou R$ 2,2 milhões em negócios.

O circuito envolve ainda 50 consultores de modas, que são os responsáveis por prospectar os clientes e mediar as negociações. São eles que buscam os convidados no aeroporto, levam ao circuito e ao hotel. Quem ganha com isso, além dos clientes e dos lojistas, é a economia local, puxada neste período também nos setores de hotelaria e restaurantes, além da malha aérea.

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Empresas estimam aumento nas vendas

Redução – Segundo a presidente da Coopermoda-BH, Nalva Santos, entre o último lançamento de coleções das marcas, que acontece em julho, e o Minas Trend, que acontece este ano no final de outubro, há uma redução nas vendas, momento em que os compradores se deslocam à São Paulo para fazer seus estoques.

“O circuito dá uma alavancada no setor. Realizamos o evento neste intervalo entre o último lançamento geral das coleções e o Minas Trend, para dar uma aquecida nas vendas, e com isso conseguimos trazer um fluxo maior de clientes. É uma ótima oportunidade de negócios para os empresários, porque em duas semanas vamos concentrar 120 clientes no nosso pólo de moda, o que acaba afetando também toda a economia da região”, explica.

Ela lembra que nas primeiras edições o foco era apenas nos clientes novos para que eles fossem conhecer o polo de moda, mas hoje, fica a critério das fábricas as indicações. “Também trazemos clientes que já fizeram boas compras. As indicações dos clientes vêm das fábricas e dos consultores e depois, cruzamos os dados, e os clientes mais indicados são convidados”.