Rio de Janeiro – O presidente Jair Bolsonaro apresenta boa evolução clínico-cirúrgica após ser submetido na véspera a cirurgia de sete horas para reconstrução do trânsito intestinal e desobstrução de aderências, informou ontem em boletim médico a equipe do Hospital Albert Einstein responsável pelo procedimento.

“Após procedimento que teve duração de sete horas, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não apresentou sangramentos ou qualquer outra complicação. Permanece afebril e sem disfunções orgânicas. Mantém-se em jejum oral, recebendo analgésicos para controle de dor, hidratação endovenosa e medidas de prevenção de trombose venosa”, disseram os médicos.

De acordo com o boletim médico, Bolsonaro segue com visitas suspensas por ordem médica. O presidente deverá ter repouso absoluto nas 48 horas seguintes à cirurgia, período durante o qual o vice-presidente, Hamilton Mourão, exerce a Presidência.

Pouco depois da divulgação do boletim, em um tuíte na sua conta na rede social, o presidente afirmou estar bem e agradeceu os médicos e as orações.

“Foram tempos difíceis, consequência de uma tentativa de assassinato que visava destruir não só a mim, mas a esperança de muitos brasileiros num futuro melhor. Agradeço a Deus por estar vivo, aos profissionais que cuidaram de mim até aqui e a todos vocês pelas orações! Estou bem”, diz o tuíte.

Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro deve reassumir a Presidência por volta das 10 horas de hoje.

Uma sala do hospital Albert Einstein foi equipada para servir de gabinete para Bolsonaro poder despachar enquanto permanecer lá. Segundo o porta-voz, a expectativa é que o presidente fique internado por dez dias.

Essa foi a terceira cirurgia do presidente como decorrência de um atentado a faca sofrido em setembro passado, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, durante a campanha eleitoral.

Bolsonaro, de 63 anos, foi esfaqueado durante evento de campanha na cidade mineira e teve que passar por uma delicada cirurgia de emergência na Santa Casa de Misericórdia local por conta de ferimentos nos intestinos grosso e delgado e em uma veia abdominal.

Na semana seguinte, já internado em São Paulo, passou por uma segunda cirurgia para desobstrução intestinal depois que exames detectaram aderência nas paredes do intestino. (Reuters)