Brasília – A possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro receber a proposta de reforma da Previdência no Hospital Albert Einstein, onde ele está internado em São Paulo recuperando-se de uma cirurgia de retirada de uma bolsa de colostomia, está descartada a princípio, disse ontem o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros.

“Inicialmente está descartada que a proposta da reforma da Previdência seja apresentada ao presidente Jair Bolsonaro no hospital”, disse o porta-voz, em briefing a jornalistas no Palácio do Planalto.
Rêgo Barros reafirmou que o presidente vai receber a proposta assim que ele estiver em condições de saúde, mas destacou que não podia “afiançar” se isso iria ocorrer esta semana.

Na semana passada, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o governo poderia apresentar a proposta da reforma da Previdência entre os dias 19 e 21.

O general destacou que o presidente tem “todo o interesse” em receber a proposta da reforma e que, quanto mais rápido ele deliberar sobre a proposta e encaminhar ao Congresso, mais rápido o poder legislativo vai aprová-la.

O porta-voz também não quis precisar quando será a alta do presidente, dizendo apenas que ocorrerá quando ele poder sair “pela porta da frente”. Ontem, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse acreditar que Bolsonaro esteja de volta a Brasília entre quinta e sexta-feira desta semana.

Segundo Rêgo Barros, que leu o boletim médico com a evolução do presidente, Bolsonaro passou “muito bem” e recebeu as visitas dos ministros da Justiça, Sérgio Moro, da Defesa, general Fernando de Azevedo e Silva, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, além da visita de cortesia do governador de São Paulo, João Dória (PSDB).
O boletim médico informou que o quadro do presidente melhorou e que ele deixou a unidade de terapia semi-intensiva, sendo transferido para um apartamento.

Privilégios – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou ontem que a reforma da Previdência será debatida democraticamente nas duas casas do Congresso Nacional e que todas as posições sobre o tema serão ouvidas. Ele afirmou ainda que é preciso cortar privilégios e que o Estado necessita recuperar seu poder de investimento, o que seria possível com a redução do déficit da Previdência.

“O que a gente compreende é que todos nós estamos no mesmo navio, a gente precisa fazer as reformas para dar confiança ao Brasil perante o mundo, dar segurança jurídica e estabilidade e fazer desse País o grande país que ele é”, afirmou. (Agência Senado/Reuters)