O turismo internacional cresce a cada ano e, segundo a Organização Mundial de Turismo, todas as regiões do mundo registraram crescimento durante os nove primeiros meses de 2018. O aumento foi de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo um cenário econômico positivo neste setor.

Em 2017, as despesas de turistas brasileiros no exterior totalizaram US$ 12,4 bilhões, alta de 31% se comparado a 2016, segundo o Banco Central do Brasil. No mesmo ano, quase 3 milhões de empregos formais estavam atrelados ao setor de turismo no País.

“De lá pra cá as coisas melhoraram muito e já é possível notar uma revitalização econômica do setor”, avalia Henrique Mol, diretor executivo da Encontre Sua Viagem, rede de franquias com foco em serviços de turismo. “O brasileiro está mais confiante com a economia e o ambiente de negócios parece bem mais favorável do que alguns anos atrás”, explica.

Para a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Brazota) 2019 tem tudo para manter os índices positivos e apresentar um crescimento ainda maior. Mas apenas o cenário positivo da economia não é suficiente para manter o negócio a todo vapor.

Mercado competitivo – Especializada em serviços de turismo, a Encontre Sua Viagem agencia pacotes para roteiros do mundo todo. Além de oferecer passagens aéreas nacionais e internacionais, locação de veículos, entre outros serviços, a marca contempla 150 mil opções de hotéis e possui parceria com cerca de 95% de todas as companhias aéreas do planeta.

Com saldo positivo, o setor de Hotelaria e Turismo faturou R$ 3,35 bilhões apenas no terceiro trimestre de 2018, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Como um todo, o mercado de franquias movimentou R$ 44,74 bilhões com alta de 6,3% em relação ao mesmo período de 2017.

Por mais que o franchising esteja em alta e seja uma boa opção para quem quer investir no próprio negócio, algumas atitudes são imprescindíveis para se destacar neste mercado. “Por mais rentável que o franchising seja é necessário ter em mente que existe um leque enorme e variado de outras empresas que prestam o mesmo serviço que você. Sair na frente da concorrência não significa fazer mais, e sim fazer melhor”, diz Mol.

A competitividade é o fator que faz com que as empresas permaneçam vivas no mercado: se sobressair à concorrência e conquistar novos clientes (sem deixar a qualidade do serviço de lado) garantem um futuro próspero para o empreendimento, mesmo com o surgimento de novas marcas.

“Existe uma crença de que em time que está ganhando não se mexe, e isso não se aplica às franquias que querem continuar crescendo. Se sua tática é boa ela será absorvida pelo mercado e, eventualmente, outras empresas farão a mesma coisa. Dessa forma, é importante continuar se reinventando, mas sem perder a essência do negócio”, explica o diretor.

Adaptação é o segredo – Ao que tudo indica, 2019 será um ano de muitos investimentos e recuperação da economia brasileira. Da mesma forma, o mercado de franquias espera um crescimento ainda maior com expansão de unidades, desenvolvimento de novos produtos, entre outros.

Como a procura pela franquia ideal será alta, nada melhor do que deixar sua marca em evidência. No caso das franquias especializadas em turismo, algumas tendências devem ser levadas em conta. Para Mol, algumas mudanças na sociedade refletem diretamente no setor: “Está cada vez mais nítido que uma parcela grande da população não quer mais acumular bens materiais, querem acumular experiências. Isso é basicamente o que nós proporcionamos na Encontre: o destino ideal para guardar boas lembranças”, salienta.

Mol enfatiza que ter uma boa equipe é o primeiro passo para ver o negócio decolar: os franqueados e os funcionários devem “vestir a camisa” e ter engajamento com as bases da empresa. “Não adianta ter funcionários que não acreditam no serviço que você oferece. Todos devem ter os mesmos ideais”.

Além disso, o desenvolvimento da empresa deve estar cada vez mais atrelado à tecnologia. “Quem quiser se manter vivo em um mercado cada vez mais competitivo vai precisar levar em conta o comportamento de consumo das novas gerações, especialmente os nativos digitais”, aconselha Mol.