Meta da Cheirin Bão para o Brasil em 2019 é ultrapassar a barreira das 120 unidades - Divulgação

Os estudos e planejamento para a internacionalização da marca, iniciados em 2016, deram o primeiro fruto à Cheirin Bão. A primeira unidade fora do Brasil da cafeteria mineira foi inaugurada em Vila Nova de Gaia, na região do Porto, em Portugal. A segunda unidade, dessa vez em Lisboa, já tem inauguração marcada para fevereiro.

De acordo com o diretor da rede, Wilton Bezerra, tudo foi feito com calma para que a iniciativa seja o primeiro passo de uma relação perene com o continente europeu. 2016 e 2017 foram anos de estudo. Em 2018, foi aberto um escritório em Lisboa e foram realizadas as pesquisas de varejo, com escolha de fornecedores, criação de produtos e cardápio especiais. Um desses produtos é a trilha “The best coffee experience”, em que o cliente pode saborear o mesmo café preparado de três maneiras diferentes.

“Esse é um grande desafio. Escolhemos Vila Nova de Gaia por ser uma região de turismo internacional e assim podemos oferecer a marca para clientes do mundo inteiro. Ao mesmo tempo, escolhemos começar na baixa temporada para ajustar a operação. Nesses três primeiros meses, nós vamos comandar a unidade que já está vendida para um parceiro brasileiro.

Assim, assumimos o risco da abertura por ele”, explica Bezerra.
A loja mantém a essência da marca brasileira e agrega um conceito próprio influenciado pela arquitetura clássica rústica europeia. O estilo adotado compõe com o conceito de “empório” também levado daqui para Portugal. Quitutes próprios da culinária mineira, como o pão de queijo recheado, também estão no cardápio português.

A projeção de tíquete médio dos clientes Cheirin Bão em Portugal deve girar em torno de 4,50 euros (aproximadamente R$ 19,76). O cardápio, além dos cafés especiais, inclui a culinária típica portuguesa e uma gastronomia universal.

O objetivo da Cheirin Bão é fechar 2019 com, pelo menos, oito unidades abertas em Portugal e uma na Espanha. Os países do Cone Sul também são alvo da marca, que deve aproveitar missões realizadas pela Associação Brasileira do Franchising (ABF), para prospectar oportunidades. A meta é ter, pelo menos, uma unidade aberta em um país da América do Sul até o fim do próximo ano. Para avançar sobre países que não falam o português, a marca deverá passar por modificações, inclusive com mudança no nome.

“Cheirin Bão é um nome difícil para falantes de outras línguas, então vamos estudar possíveis traduções. O certo é que vamos traduzir o ‘bão’ como um conceito de algo feito que traz uma história. Alguma coisa feita com as mãos que nos remete às boas lembranças e aos bons sentimentos. Vamos ver como isso vai ficar em alemão”, diverte-se o empresário.

Para o Brasil os planos são igualmente ambiciosos. A meta é ultrapassar a barreira das 120 unidades, praticamente dobrando o número de lojas em operação até aqui. Em Minas Gerais as inaugurações mais recentes foram em Uberlândia e Uberaba, ambas no Triângulo. São dois os modelos de negócios: loja e quiosque, ambos com o investimento total em torno de R$ 89 mil.