Empresa mineira conta atualemente com 135 operações espalhadas por 21 estados e emprega 1,2 mil pessoas, deste total 29 lojas estão em Minas Gerais

Enfrentando com determinação e seriedade do difícil cenário econômico dos últimos anos, a Cia do Terno avança para confirmar o plano de expansão traçado para 2018. A meta de abrir 24 unidades será batida com tranquilidade. Faltam apenas oito para que o objetivo seja alcançado. O investimento total do Grupo Turqueza Tecidos e Vestuários S/A, também detentora da camisaria feminina Les Chemises, foi de R$ 500 mil e deve gerar 240 empregos diretos. Atualmente o Grupo tem 135 operações da Cia do Terno e 22 da Les Chemises em operação, em 21 estados e mais de 1,2 mil funcionários.

De acordo com o sócio-fundador e diretor de operações da Cia do Terno, Bernardo Magalhães, o crescimento é fruto de uma compreensão de que nada adianta se desesperar com a crise e nem acreditar que tudo irá melhorar num passe de mágica. “É claro que não estamos otimistas, achando que a crise está no fim. Entendemos que este é o cenário em que estamos inseridos e que a empresa precisa continuar produzindo, vendendo e crescendo. Desde o início de 2014 trabalhamos a empresa para esse novo cenário. Buscamos aperfeiçoar os nossos processos, melhorar a capacidade de trabalho”, explica Magalhães.

Em Minas Gerais são atualmente 29 unidades espalhadas pela Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Campo das Vertentes, Vale do Rio Doce, Vale do Aço, Zona da Mata, Sul de Minas, Norte de Minas, Alto Paranaíba, região Central, Vale do Mucuri e Triângulo. A mais recente inauguração no Estado aconteceu em janeiro na região Centro-Sul da Capital, no bairro Belvedere.

O sucesso da rede leva a constantes consultas sobre um possível plano de franqueamento da marca. Apesar de o modelo se mostrar atraente, não faz parte do planejamento dos empresários. “É tentador aumentar a velocidade da expansão como o franchising, mas isso não está no nosso DNA. A produção das coleções é algo complicado, tirar um item de linha, ainda mais. No nosso caso manter o controle sobre as unidades é fundamental”, analisa o sócio-fundador da Cia do Terno.

Importação – Em 2006 a marca apostou no ditado que diz em relação aos inimigos ou, no caso, à concorrência “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Para manter a qualidade, contemporaneidade e custo-benefício, passou a importar produtos acabados da China. Para garantir os padrões e a licitude em todos os processos, de uma ponta a outra da cadeia produtiva, instalou uma filial em Xangai e, junto com a equipe do seu centro de distribuição, que fica em Belo Horizonte, realiza auditorias diárias que seguem rigorosamente as leis trabalhistas locais. As fábricas chinesas que produzem para a marca possuem o certificado BSCI (Business Social Compliance Initiative).

“Aquela ideia de que as coisas feitas na China são de má qualidade está ultrapassada. Fomos atrás de um melhor custo-benefício sem abrir mão da qualidade e da tecnologia. Hoje temos engenheiros têxteis chineses trabalhando conosco e todo o processo de desenvolvimento e inovação é feito em conjunto. São detalhes muitas vezes imperceptíveis para o consumidor, mas que garantem a nossa qualidade. O modo de pregar o botão ou a qualidade da intertela usada na gola que suportam os processos de lavagem em máquinas, já que hoje quase ninguém lava as roupas à mão. Mantemos 50% da nossa produção em Minas Gerais (na região da Zona da Mata), reconhecido polo de produção de ternos”, detalha o diretor de operações.

A mesma preocupação demonstrada no processo industrial é sentida também nas lojas. É costume da empresa contratar vendedores mais velhos. A ideia é combater o turnover e investir na qualificação das equipes em diferentes níveis. “Tenho uma grande admiração pelo pessoal de venda. É ali, quando o cliente sai satisfeito, a concretização de todo o esforço que fizemos desde a criação dos modelos. Por isso precisamos de equipes tão azeitadas e felizes com o que fazem. Isso inclui os alfaiates, as costureiras, todo o pessoal de background. A venda é, cada vez mais, consultiva e um especialista não se forma de uma hora pra outra. Precisamos de gente que tenha experiência, que conheça os produtos e os clientes. Batalhamos no dia a dia para manter a motivação e o empenho de cada um”, completa o empresário.