Essa é a 15ª unidade no estado do Rio de Janeiro e quarta na capital, afirma Magalhães - Crédito: Divulgação

O investimento de R$ 350 mil garantiu à mineira Cia do Terno sua presença em um dos pontos mais icônicos no comércio brasileiro: a rua do Ouvidor, no centro histórico do Rio de Janeiro. Na época do Brasil colonial ela foi a rua mais importante da cidade e liga o Largo de São Francisco à Orla Conde. Para o sócio e diretor de operações da Cia do Terno, Bernardo Magalhães, a nova unidade exige um cuidado ainda maior no atendimento e consolida a posição da empresa em território fluminense.

“A rua do Ouvidor é um dos berços do comércio brasileiro e até hoje um lugar muito especial. Para nós, o cuidado com o prédio que ocupamos, que é histórico, é um orgulho. Para essa loja também reunimos uma equipe muito especial e experiente. O consumidor da rua do Ouvidor busca um atendimento de excelência”, explica Magalhães.

Essa é a 15ª unidade no estado do Rio de Janeiro e quarta na capital, de um total de 167 lojas. Atualmente, o estado é o segundo mais importante para a marca, atrás apenas de Minas Gerais, e a cidade é a primeira, na frente, inclusive, de Belo Horizonte, a sede da Cia do Terno.

Os expressivos números da empresa levam muita gente a pensar que se trata de uma franquia e os sócios a receberem constantes consultas e convites para o franqueamento da Cia do Terno. Embora admita que o tema é alvo de recorrentes estudos, o diretor de operações não parece animado com a possibilidade.

“Até aqui fizemos a expansão com capital próprio e sem endividamento. É certo que o franchising acelera a expansão, porque isso é feito com capital de terceiros, mas creio que o processo de gestão é bem mais complicado. A descontinuidade de um produto, por exemplo, tem que ser avaliada pelos interesses de cada franqueado. No nosso caso, isso é feito de forma centralizada. É claro que cada modelo tem suas vantagens e problemas, mas para nós, pelo menos por enquanto, o franqueamento não está nos planos”, afirma o sócio da Cia do Terno.

Para 2019 e 2020, o planejamento da empresa é bastante conservador. Com o maior número de lojas que já teve na história, a Cia do Terno não deve ter inaugurações até o fim do próximo ano. Mineiramente, os empresários ainda esperam uma retomada da economia mais efetiva para fazer investimentos mais consistentes.

“Desde 2014, trabalhamos muito mais para defender a empresas de possíveis riscos do que pensando em lançamento de novos produtos ou inaugurações. Pra gente ter um crescimento na economia, precisamos de uma confiança no mercado de trabalho. O índice de desemprego atual não nos leva a isso. O consumo sofre com a insegurança, por isso temos cautela. Nunca tivemos tantas lojas como agora, mas também fechamos muitas ao longo do tempo, poderíamos ter mais de 200. Agora mesmo estamos fechando em Vitória, por vários motivos, não só a crise econômica. Então precisamos nos proteger dos erros para ter uma empresa sustentável”, conclui o empresário.

Crédito: Divulgação