São Paulo – No segmento de frutas, o estudo da Conab também considerou os alimentos com maior participação na comercialização e no cálculo da inflação (banana, laranja, maçã, mamão e melancia).

Em outubro, segundo a Conab, houve queda de preço da banana nas praças do Nordeste e altas no Sudeste. A oferta mostrou alta generalizada, com pequeno aumento da disponibilidade de nanica e enfraquecimento de demanda. “A banana prata teve aumento da oferta no Sul de Minas e problemas no Norte do Estado por causa de falta de chuvas, valorização do dólar e o consequente aumento do frete e do custo dos insumos”, informa a Conab.

A maçã teve pequenas elevações de preços nos principais entrepostos do Sudeste e variações pontuais nas outras centrais de comercialização, comenta Conab. A oferta se manteve controlada, à exceção das elevações na Ceasa/PE (34,08%) e Ceasa/GO (58,23%). “O escoamento de frutas miúdas ajudou a conter aumentos maiores de preços, o que pode se repetir em novembro”, relata a Conab.

A laranja teve oscilações de preços pontuais no conjunto das Ceasas. Conforme a Conab, a oferta subiu bastante nos entrepostos do Sudeste (logisticamente próximos do cinturão citrícola), e caiu no Nordeste e em Goiás. Com floradas volumosas até outubro e perspectivas de boa safra para os anos seguintes, produtores ainda decidem se já negociam com antecedência no mercado spot essa safra ou se esperam um pouco mais.

A melancia teve queda preços em todas as Ceasas, à exceção da estabilidade na Ceasa/RJ. A boa produção foi boa em Uruana (GO), junto com a entrada no mercado da produção baiana e a finalização dos preparativos para a colheita no Sul. A colheita da safra paulista começou em outubro, com maiores carregamentos a partir do dia 15 do mês em Marília e Oscar Bressane.

Já o mamão registrou alta na oferta e queda de preços nas praças do Sudeste (estabilidade na Ceagesp/ETSP). Isso se deveu às temperaturas mais altas que aceleraram o amadurecimento das frutas, junto com a colheita de novas plantações e as volumosas chuvas. “O mamão formosa marcou consolidação de preços mais altos em relação ao ano passado”, conclui a Conab.

O boletim é elaborado mensalmente pelo Prohort da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente por grandes mercados atacadistas do País. Para esta edição, foram considerados os entrepostos dos Estados de SP, MG, RJ, ES, CE, PE, GO e DF. (AE)