Estudo da Fecomércio-MG aponta que 58,4% dos consumidores belo-horizontinos fizeram alguma compra on-line - CRÉDITO: REPRODUÇÃO


Os comerciantes da Capital ampliaram as ações de venda pela internet no último ano. Segundo levantamento que tenta captar a adesão do empresário e do consumidor ao ambiente on-line, entre novembro de 2017 e o mesmo mês de 2018, o percentual de empresários que trabalham com e-commerce passou de 22,1% para os atuais 28,8%, maior índice registrado desde junho de 2015, quando a pesquisa começou a ser realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

No mesmo período, mais de 82% dos consumidores belo-horizontinos tiveram acesso à internet.e, desse total, 58,4% concluíram alguma compra on-line. Ainda de acordo com o levantamento, nos últimos seis meses, 40,3% dos consumidores realizaram, pelo menos, uma compra via internet.

Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), a expectativa é que as vendas via e-commerce movimentem mais de R$ 9 bilhões em todo o País somente no Natal deste ano. O economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, ressalta que os resultados do indicador em Belo Horizonte são importantes porque mostram um crescimento dessa modalidade de vendas e que, mesmo assim, ainda há possibilidades de expansão para o segmento.

“Mesmo na crise o e-commerce tem apresentado crescimento no faturamento, é tendência em todo o mundo e o consumidor está migrando gradativamente para esse ambiente. O percentual de atuação atual mostra que ainda há espaço para expansão, tendo em vista que os consumidores já estão inseridos nesse ambiente e que o acesso à internet vem aumentando”, afirma.

Entre os aspectos que ainda desmotivam os clientes a comprar pela internet, estão questões culturais. Os principais motivos alegados pelos entrevistados são medo de fraudes ou golpes (38,8%), preferência por lojas convencionais (26,4%) e não possuir cartão de crédito (9,3%). Já os atrativos para as compras on-line são a praticidade de escolher e receber o produto em casa (46,4%) e a perspectiva de pagar menos.

Almeida pontua que esses são indicadores de que o comportamento do consumidor vem ditando o desempenho das vendas do varejo. “Muitos consumidores estão cada vez mais procurando preço e comodidade que encontram no ambiente on-line. Não existe custo de deslocamento, problemas com trânsito e há a possibilidade de pesquisar o preço de um mesmo produto em vários estabelecimentos ao mesmo tempo”, explica.

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Redes sociais – O aumento da adesão do consumidor ao ambiente on-line é uma tendência na avaliação de Guilherme Almeida, principalmente porque vem sendo impulsionado pela utilização das redes sociais. O levantamento da Federação aponta que o WhatsApp é a rede social mais utilizada pelas empresas (63%), seguido pelo Facebook (60,4%) e Instagram (53,1%).
Entre os estabelecimentos pesquisados, aproximadamente 88% fazem postagens nesses canais, mesmo que esporadicamente, para divulgar ações da marca e dos seus artigos. No entanto, somente 34,1% oferecem materiais de apoio ou educativos aos compradores.

Almeida destaca a importância da presença on-line para os empresários como estratégia para expandir a capilaridade e captar clientes, mesmo se não houver possibilidade de organizar uma estrutura financeira, logística e operacional para atuação via e-commerce.

“Muitos consumidores são influenciados no momento da compra pelas redes sociais, por avaliações ou influência de alguém que têm como referência. É importante que o empresário se atente a isso e, caso não seja viável atuar vendendo diretamente na internet, pelo menos usar as redes sociais na divulgação de produtos e da marca”, diz.