A proximidade das eleições pode estar interferindo no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Belo Horizonte, também divulgado ontem pela Fundação Ipead/UFMG. Em agosto, o indicador teve queda de 5,28% na comparação com o mês anterior, atingindo 35,02 pontos. O ICC varia de 0 a 100, sendo que o valor 50 demarca a situação de pessimismo e otimismo. De acordo com o levantamento, a avaliação da situação econômica do País foi o item com pior avaliação, atingindo patamar de 21,43.

Segundo a coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento do Ipead/UFMG, Thaize Martins, com a proximidade da eleição, as pessoas ficam mais reflexivas sobre a situação do País. “O início das campanhas eleitorais, em 16 de agosto, pode ter influenciado no pessimismo deste mês, uma vez que os consumidores começam a refletir mais sobre a situação do Brasil como um todo”, aponta o estudo.

A avaliação da situação econômica está dentro do subitem Índice de Expectativa Econômica, composto ainda por inflação, que teve índice 27,50, e emprego, com valor de 21,85.

O outro componente é Índice de Expectativa Econômica, composto por avaliação da situação financeira da família – o único a mostrar otimismo, com 53,63; situação financeira da família em relação ao passado (48,04) e pretensão de compra, com 39,76.

Juros – Também avaliadas pelo Ipead/UFMG, as taxas de juros para pessoas físicas tiveram alta em agosto. Segundo o levantamento, a última reunião do Copom manteve a taxa básica de juros, Selic, em 6,5% ao ano, sendo a menor taxa de toda a série histórica do Banco Central. Mas, em sentido contrário, a maioria das taxas de empréstimos para pessoa física apresentou alta no mês de agosto e as taxas de captação se mantiveram estáveis ou se elevaram. (AAH)