Com localização prevista para o bairro de mesmo nome (foto), o empreendimento será erguido em terreno que possui frente para as ruas Erê, Platina e Diabase - Foto: Alisson J. Silva

A construção do Prado Shopping, projeto da Aroeira Empreendimentos e Participações Ltda para o bairro da região Oeste da capital mineira, vai ficar para 2021. Embora a empresa tenha protocolado o projeto na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em 2015, a falta de documentos econômicos e urbanísticos atrasou a liberação do empreendimento.

Com a demora, o centro de compras que será erguido no Prado, no quarteirão compreendido entre as ruas Erê e Diabase, deverá ter seu cronograma de implantação ainda mais alterado. A previsão inicial de inauguração do shopping center era para 2020.

Procurada pela reportagem, a prefeitura informou, por meio da Secretaria Municipal de Política Urbana, que o parecer técnico emitido pela Secretaria Municipal Adjunta de Planejamento Urbano (Smapu) em dezembro de 2016, embora favorável ao empreendimento, ainda dependia da apresentação de documentos para dar continuidade ao processo, e que, desde então, a empresa vem apresentando os dados e adequações solicitadas. Ainda conforme a PBH, a última reunião com a Aroeira ocorreu no fim de 2018.

Já a Aroeira Empreendimentos e Participações LTDA confirmou que tem atendido todas as solicitações do órgão municipal, mas que o projeto ainda demorará cerca de dois anos para sair do papel.

Desde o registro na PBH até 2019, o projeto pouco avançou. Para se ter uma ideia, esta foi a segunda etapa do processo, iniciado em novembro de 2015, na qual o órgão municipal avaliou as primeiras considerações dos requerentes a respeito do empreendimento sob os pontos de vista de interesse público e diretrizes urbanísticas.

Conforme já publicado, segundo informações da prefeitura, somente após a elaboração, por parte da Aroeira, da proposta completa da Operação Urbana Simplificada (OUS), que inclui estudos de impactos urbanísticos e de repercussões do mall na vizinhança, bem como estudos de viabilidade econômica e financeira, é que a secretaria emitirá novo parecer e definirá as contrapartidas.

Posteriormente serão realizadas audiências públicas para que se conheça a opinião da população do bairro sobre o centro de compras. Sobre este ponto, já no primeiro parecer, a Smapu indicou o interesse dos moradores e empresários da região em fortalecer aquele que já é conhecido como polo de confecções da cidade, por meio da criação de novos centros comerciais.

Na reta final de liberação do empreendimento é prevista a assinatura do Termo de Conduta Urbanística (TCU) e encaminhamento para aprovação da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Somente após essas etapas é que o mall poderá ser construído.

Empreendimento – De acordo com o projeto protocolado pela Aroeira, o centro de compras será erguido em um terreno de cerca de 16 mil metros quadrados e contará com nove pavimentos, o que resultará em uma área construída de 73,5 mil metros quadrados e uma Área Bruta Locável (ABL) de 25.341 metros quadrados. A localização do terreno possui frente para as ruas Erê, Diabase e Platina. No local, atualmente está em funcionamento o Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte.

Para isso, o local que abriga a instituição de ensino superior, composto por cinco blocos, com acessos para pedestres e veículos pelas ruas Erê e Platina, terá as edificações totalmente demolidas, segundo consta no projeto em andamento no Executivo Municipal.

O documento estabelece ainda que o shopping contemplará seis quiosques, 179 lojas, sendo 26 destinadas à alimentação, acompanhadas de área de mesas, seis salas de cinema, com capacidade para 1.224 pessoas, e três níveis de estacionamento, interligados através de rampas internas.