Créditos: Arquivo DC

O número de consumidores de Belo Horizonte que pretende presentear nesta Páscoa teve queda em relação ao ano passado. Pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) indica que 37,8% das pessoas disseram que vão comprar presentes, principalmente chocolates, na data.

O índice está abaixo do registrado em 2018, quando foi de 41,2%. Além disso, é o menor percentual registrado desde 2016, quando o indicador foi de 48,7%. Em 2017, o índice era de 48,8%. Por outro lado, a maioria dos empresários – 72,2% – aguarda vendas melhores ou iguais às de 2018.

Economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida explica que há uma percepção diferente do atual cenário econômico: enquanto os empresários esperam vendas melhores, os consumidores estão mais temerosos.

Do lado dos empresários, pesa mais a avaliação do cenário macroeconômico, com controle inflacionário e taxa de juros menores, que melhora a concessão de crédito para as famílias.

“Os empresários internalizam esse cenário, o que gera a expectativa positiva”, diz. Além disso, há o ingrediente sazonalidade, que tende a elevar o volume de vendas, especialmente do segmento alimentício.

Por outro lado, os consumidores não estão considerando o cenário favorável para compra dos produtos, considerados supérfluos. Conforme aparece na pesquisa, tanto empresários quanto consumidores citam problemas como desemprego e falta de dinheiro como entrave para as compras.

Quanto ao valor desembolsado no período, também deverá ser registrada queda. A maioria – 59,4% – disse que pretende gastar menos. Por outro lado, 15% disseram que vão gastar o mesmo tanto, e 25,6% disseram que vão desembolsar mais. O tíquete médio deve ser de R$ 100. De acordo com a pesquisa, 60,4% dos entrevistados disseram que vão gastar até esse valor.

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Ações – Promoções devem receber atenção especial dos lojistas: 56% das pessoas que presentearão na Páscoa informaram que serão atraídos por essas ações, enquanto 23,3% responderam que serão atraídos por preços baixos.

A maior parte – 47,5% – comprará poucos produtos de menor valor. Outros 30% vão comprar poucos produtos de maior valor, enquanto 22,5% comprarão muitos produtos de menor valor. Ninguém respondeu que comprará muitos produtos de maior valor. E ninguém está disposto a se endividar na data: 83,8% responderam que vão pagar à vista, no dinheiro ou cartão de débito.

Supermercados e hipermercados vão concentrar as compras de 38,7% dos consumidores. Entre outros locais de compra citados estão lojas do hipercentro (27,7%) e lojas de shopping (17,6%).

Como esperado, o principal produto a ser comprado é o chocolate, opção citada por 94,1% dos consumidores. Os tradicionais ovos estão na liderança, com 63,3%, sendo que 51,8% dos entrevistados pretendem comprar os industrializados, enquanto 11,5% vão optar pelos artesanais. Demais tipos de chocolates estão na preferência de 36,7% das pessoas. Os outros 5,9% vão comprar brinquedos, roupas e calçados. E quem mais vai receber os presentes são os filhos (49,3%), seguidos nos namorados/esposos (25,3%) e netos (16,3%).

Entre os entrevistados, 54,4% disseram que não irão presentear, sendo de 7,8% ainda não sabe. Os que disseram que não vão comprar presentes na data, 37% informaram que não têm tal costume, enquanto 24,1% informaram que estão sem dinheiro. Outros motivos citados foram não ter a quem presentear (14,8%); preços elevados (10,6%) e desemprego (8%).

A pesquisa de Intenção de Consumo foi feita em Belo Horizonte. Já a de Expectativas do Comércio foi realizado nas dez regiões de planejamento do Estado.