Foto: Pxhere

A proximidade do Natal, a mais importante data do ano para o varejo, e a circulação do 13º salário estão estimulando o consumidor mineiro a gastar. Levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG) referente a dezembro mostrou que 58,3% dos consumidores têm intenção de consumir, enquanto 41,7% pretendem economizar. É a primeira vez, desde o ano passado, que a intenção de consumo fica acima da decisão de poupar. Em dezembro de 2017, a maior parte dos entrevistados – 52% – disse que iria guardar o dinheiro, enquanto 48% responderam que iriam consumir. O resultado da pesquisa, segundo o economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos, indica que o Natal de 2018 será melhor para o comércio do que o ano anterior.

Dois fatores determinantes para esse resultado são a circulação do 13º salário e a melhoria, ainda que tímida, nos índices de emprego. “Os empregos são uma variável importante na confiança para ir às compras. Detectamos também uma menor pressão inflacionária e taxas de juros menores”, diz.

Segundo a federação, a projeção é que o 13º salário injete cerca R$ 18 bilhões na economia mineira, valor 5,5% maior que o verificado em 2017. Mas Vinicius Carlos faz a observação que neste montante está incluso o 13º do funcionalismo público estadual, cujo pagamento está indefinido. “O impacto no atraso do pagamento do funcionalismo público é grande e pode gerar prejuízo”, diz.

Quanto aos índices de emprego, Minas encerrou outubro com saldo positivo de 2.835 postos de trabalho formais, completando dez meses consecutivos com geração de vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. No período, foram 150.262 admissões e 147.427 desligamentos.

Leia também:

Intenção de investir aumenta entre as MPEs

Produtos – Aqueles que vão consumir em dezembro apontaram que os itens de sua preferência são roupas (10,9%) e produtos alimentícios (8,7%). Essa característica mostra que as pessoas estão dando preferência aos itens de maior utilidade, indicando que a economia vem se recuperando, mas não na velocidade desejada. Além disso, de acordo com análise do economista da FCDL-MG, a cautela do consumidor ocorre devido à incerteza sobre os passos do novo governo.

Outros produtos que estão preferência dos consumidores são os de farmácia e medicamentos (6,6%); perfumes e cosméticos (6%); brinquedos (4,9%) e calçados (4,9%).

Como forma de pagamento, a mais citada foi à vista no dinheiro (34,1%); à vista no cartão de débito (29,5%) e parcelado no cartão de crédito (29,5%). Já ao responder o que mais utiliza para comprar, o cartão de crédito fica em primeiro lugar, com 35,7%, seguido do cartão de débito (33,3%) e dinheiro (31%).

Entre as pessoas que vão poupar o dinheiro, a modalidade preferida continua sendo a poupança, apontada por 50% dos entrevistados. Em seguida estão fundos de investimentos (17,6%); previdência (17,6%); tesouro direto (11,8%) e capitalização (2,9%).