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São Paulo – As contratações de crédito rural do Plano Safra 2018/19, que se encerra neste mês, atingiram R$ 158,7 bilhões no intervalo entre julho de 2018 e maio deste ano, um avanço de 6% em relação a igual período do ano anterior, informou ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O ministério destacou um aumento significativo nas contratações para investimentos, que avançaram 17% ante a safra anterior, para R$ 40 bilhões, enquanto os desembolsos para custeio, que ocupam a maior parte do plano, foram de R$ 88,3 bilhões, alta de 6%.

“De acordo com Eduardo Sampaio Marques, secretário de Política Agrícola do Mapa, a demanda por recursos nos programas de investimento com expansão de 17% é um indicador da confiança do produtor rural em relação às perspectivas de mercado”, menciona o ministério em nota.

Segundo a pasta, ainda foram destinados R$ 6,6 bilhões para industrialização (alta de 1%), R$ 23,8 bilhões para comercialização (recuo de 9%) e R$ 28,5 bilhões para a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Lançamento 2019/20 – O Plano Safra 2019/20 está pronto e poderá ser lançado tão logo ocorra a votação no Congresso de um pedido do governo de R$ 248,9 bilhões em crédito suplementar, afirmou ontem a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Inicialmente programado para 12 de junho, o anúncio do plano de financiamentos ao setor agrícola foi adiado por conta do atraso na votação do crédito suplementar pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), o que, segundo a ministra, deve ocorrer entre hoje e amanhã.

“O plano está pronto para ser lançado. Assim que a gente tiver sinalização de que o Congresso votou, é uma questão só de agenda para o lançamento, mas já começa a acontecer”, afirmou Tereza Cristina, após participar de evento em Campinas (SP), segundo nota da pasta.

Do valor total do crédito suplementar, R$ 10 bilhões representam “recursos para equalização dos financiamentos do plano”, de acordo com o ministério da Agricultura.

Tereza Cristina destacou ainda o oferecimento de novas ferramentas de crédito a médios e grandes produtores nesta temporada, mas garantiu que “pequenos agricultores estarão absolutamente protegidos”. (Reuters)