Desembolsos do BNB para o Estado somaram R$ 3 bi no último ano - Crédito: DIVULGAÇÃO

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) assinaram convênio para assistência técnica voltada para os agricultores familiares. O objetivo é atender a demanda dos produtores que precisam acessar a linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no valor de R$ 5 mil a R$ 15 mil administrada pelo BNB e que exige a apresentação de projeto.

De acordo com o gerente de negócios do Banco do Nordeste, Fernando de Lima Paulo, o convênio é importante para atender a demanda dos produtores rurais e capitalizar a Emater-MG. Com o convênio, a Emater-MG vai receber pagamento para a realização do projeto necessário para que o produtor rural acesse o crédito, o que antes era feito por empresas particulares. A parceria é classificada como fundamental e necessária para o avanço do setor e capitalização da empresa estadual.

“Estamos buscando articular convênios que tragam resultados positivos. O Estado está passando por um cenário financeiro bastante difícil e tem interesse em avançar em várias ações, mas faltam recursos. Então, estamos tentando viabilizar alguns convênios, como o firmado com a Emater-MG. A empresa é uma grande parceira, mas atua em um nicho que é atendido por técnicos privados. A Emater está perdendo esses recursos, que poderiam ser utilizados para auxiliar os produtores. Esse tipo de convênio pode ser viabilizado com outros órgãos estaduais”, explica.

Ainda segundo Lima Paulo, o produtor que buscar financiamento entre R$ 5 mil e R$ 15 mil junto ao BNB poderá ter os projetos desenvolvidos pela Emater, o que facilita o processo, uma vez que os técnicos da empresa já atuam na região e nas unidades produtoras. O custo com o projeto feito pela empresa estadual será incluído no valor do financiamento.

“A expectativa é de que a demanda pelos recursos fique maior, principalmente, pela facilidade que o produtor terá em realizar o projeto. Este ano, entre janeiro e abril, já aplicamos em Minas Gerais cerca de R$ 65 milhões na agricultura familiar”, destacou a assessora de Representação Empresarial e Institucional do Banco do Nordeste, Sayonara Chagas.

Apoio à infraestrutura – O Banco do Nordeste também tem interesse em firmar parcerias com outros órgãos estaduais que levem desenvolvimento para o Norte do Estado. Uma das demandas da região, por exemplo, é a instalação de estrutura para levar gás natural.

“Muitas empresas perdem o interesse de investir na região por falta de infraestrutura”, disse Lima Paulo.

Em Minas Gerais, o Banco do Nordeste possui 19 unidades. A entidade financeira atua em 168 municípios distribuídos nas regiões Norte, Vale do Jequitinhonha e Mucuri e em dois municípios do Noroeste (Arinos e Formoso).

O BNB trabalha com diversos segmentos, como comércio, alimentação, governo, indústria, infraestrutura e logística. Também atende a demanda das cadeias produtivas da pecuária de leite e de corte, cafeicultura, fruticultura, agroindústrias, produção de cachaça, entre outras.

O BNB é um banco de desenvolvimento. Em Minas Gerais, é gestor do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e conta com recursos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda (IR). Ao todo, por ano, os recursos trabalhados pelo BNB giram em torno de R$ 35 bilhões.

O gerente do BNB Fernando de Lima Paulo destaca que a entidade financeira em Minas Gerais tem grande atuação na área de infraestrutura, principalmente em projetos voltados para a construção de usinas fotovoltaicas.

No ano passado, os desembolsos do BNB para o Estado somaram R$ 3 bilhões, sendo que metade foi voltada para o segmento de infraestrutura, que inclui a construção de usinas fotovoltaicas, saneamento, construção de linhões, entre outros.

“A produção de energia através das placas fotovoltaicas é um nicho que está sendo bem explorado e tem vários investimentos a caminho. Isso porque a região de atuação do BNB em Minas Gerais possui a radiação correta para a produção de energia através das placas. Por isso, os investimentos são maciços”, afirma o gerente.

Ainda segundo Lima Paulo, o Banco do Nordeste tem trabalhado não só para atender a missão através de aplicações, microcrédito e área social, mas para uma maior articulação das bancadas políticas.

“Em Minas Gerais, a região que o banco atende ainda é muito desassistida. Minas Gerais, assim como o Espírito Santo, tem uma singularidade. O Banco do Nordeste atende apenas uma parte do Estado, ao contrário da região Nordeste do País. Isso faz com que as lideranças políticas não atuem com tanta eficácia. O intuito da nossa superintendência é estreitar os laços com essas lideranças e firmar parcerias para divulgar nossa ação”.